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Como um eclipse lunar salvou Cristóvão Colombo

Eclipse lunar foi usado por Colombo em 1504 para assustar nativos na Jamaica e conseguir alimentos para sua tripulação

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Cresce a expectativa pelo eclipse lunar parcial que acontecerá na madrugada entre quinta (27) e sexta-feira (28), com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital. O fenômeno será especialmente interessante no Brasil, onde a Lua estará em boas condições de observação em todas as regiões.

Embora não seja um eclipse total, o evento será bastante profundo. Mais de 96% do disco lunar ficará dentro da umbra, a parte mais escura da sombra projetada pela Terra.

Com isso, quase toda a Lua poderá adquirir uma coloração avermelhada durante o auge do fenômeno.

Um eclipse lunar acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua e bloqueia parte da luz solar que chegaria diretamente ao satélite. A sombra terrestre então é projetada sobre a superfície lunar, produzindo o escurecimento que pode ser observado da Terra.

A tonalidade avermelhada se dá porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a Lua. A atmosfera filtra grande parte das cores azuladas e deixa passar principalmente os tons avermelhados e alaranjados, que iluminam indiretamente o satélite.

Colombo usou seu conhecimento sobre a Lua para contornar crise.

Mais de cinco séculos atrás, um eclipse lunar teve um papel importante na história de uma expedição. Em 1504, durante sua quarta viagem transatlântica, Cristóvão Colombo e sua tripulação ficaram presos na Jamaica em uma situação que se agravava gradualmente.

A viagem havia sido marcada por problemas. Dois navios foram perdidos, enquanto os outros estavam tão danificados que já não tinham condições de continuar navegando.

Sem poder partir, os europeus precisaram esperar por ajuda em uma região que ainda conheciam pouco.

No início, os povos originários da ilha, identificados nas fontes históricas como Arawak, receberam os visitantes de forma amistosa. Houve troca de objetos por alimentos, o que permitiu à tripulação sobreviver durante algum tempo.

Com o passar dos meses, porém, a relação se deteriorou. Diante da possibilidade de ficar sem comida, Colombo decidiu recorrer ao conhecimento astronômico que possuía para tentar convencer os habitantes locais a continuar fornecendo alimentos.

Caçador de eclipses solares: brasileiro tem 13 eventos no currículo.

O que é uma temporada de eclipses e por que eles ocorrem em pares.

O segredo maia para prever eclipses que só agora entendemos.

Colombo consultou registros astronômicos e percebeu que um eclipse lunar estava previsto para acontecer em 1º de março de 1504. Segundo relatos históricos, ele avisou aos líderes locais que um sinal de descontentamento divino surgiria no céu caso os alimentos não fossem fornecidos.

Quando a Lua começou a escurecer e ganhar uma tonalidade avermelhada, os Arawak teriam ficado assustados. Colombo então teria usado o fenômeno para reforçar sua história e conseguir que mais alimentos fossem entregues à tripulação.

O episódio mostra como o conhecimento sobre os movimentos do céu já podia ser usado para prever eclipses com bastante antecedência. Para quem desconhecia a explicação científica do fenômeno, porém, uma Lua repentinamente escura e avermelhada poderia parecer algo sobrenatural.

Fontes: NASA e Universidade do Havaí.

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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