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Comitê da Meta aponta falhas na moderação durante eleições no Brasil

Comitê de Supervisão critica falhas eleitorais da Meta após restrições a contas políticas no Brasil e suspensão de perfil nos EUA.

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O Comitê de Supervisão da Meta criticou falhas recorrentes na moderação de conteúdos políticos durante eleições. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (20), o órgão citou restrições que afetaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e a suspensão temporária de uma conta política nos Estados Unidos.

  • Métricas que permitam comparar resultados e identificar falhas na moderação.
  • Critérios claros para avaliar o impacto das decisões sobre a participação política.
  • Sistemas automatizados capazes de interpretar diferenças de idioma, nuances e contexto político.

A entidade cobrou mais transparência e consistência nas decisões da empresa, que podem restringir manifestações políticas legítimas ou deixar de proteger a integridade eleitoral.

Na segunda-feira, a Justiça Eleitoral deu à empresa prazo de 24 horas para demonstrar que adota medidas para garantir tratamento igualitário às duas campanhas. A cobrança ocorreu a menos de uma semana do segundo turno presidencial.

A Meta negou favorecer qualquer candidato, mas reconheceu que anúncios da campanha de Lula foram desativados por engano. A empresa atribuiu os problemas a incidentes técnicos que, segundo ela, não se limitaram ao Brasil.

O Comitê de Supervisão vê dois tipos de falha nesse cenário: a aplicação excessiva das regras, que pode restringir o discurso político, e a aplicação insuficiente, que compromete a proteção do processo eleitoral.

Ao comentar o caso, o órgão afirmou que a empresa precisa corrigir sua atuação. O comitê declarou: “Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de moderação durante as eleições sejam transparentes e consistentes”.

A preocupação também envolve o caso No Kings. Nos Estados Unidos, a Meta desativou temporariamente a conta da coalizão de associações que incentiva a participação dos cidadãos nas eleições de meio de mandato, previstas para o início de novembro.

A empresa pediu desculpas pela suspensão. Andy Stone, porta-voz da Meta, afirmou na rede social X que a desativação foi resultado de uma ação automatizada realizada por engano.

O comitê questionou por que o problema não foi resolvido mais rapidamente e por que a conta não estava incluída no programa de verificação cruzada da Meta. O mecanismo permite que entidades cívicas consideradas importantes tenham suas publicações analisadas por uma pessoa antes de decisões que possam prejudicar sua participação em eventos políticos relevantes.

A discussão não é nova. Após problemas na moderação durante as eleições presidenciais brasileiras de 2022, o comitê recomendou que a Meta estabelecesse critérios mensuráveis para avaliar a eficácia de suas ações eleitorais.

Segundo o órgão, a empresa divulga números gerais, como a quantidade de anúncios armazenados e de contas removidas, mas ainda não apresenta indicadores públicos suficientes para demonstrar se suas medidas funcionam.

Entre os pontos que o comitê considera importantes para melhorar esse acompanhamento estão.

Em 2025, a Meta prometeu ampliar a liberdade de expressão e reduzir erros durante eleições e debates políticos. Para o Comitê de Supervisão, os casos recentes mostram que a empresa ainda precisa avançar para cumprir esse compromisso.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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