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Tecnologia

Austrália quer proibir feed recomendado em redes sociais

Austrália propõe regras para que usuários escolham entre recomendações algorítmicas ou posts de contas seguidas no feed.

2 min de leitura
Austrália quer proibir feed recomendado em redes sociais

A Austrália quer mudar a forma como as pessoas recebem conteúdo nas redes sociais. O governo propôs regras que dariam aos usuários a escolha entre manter feeds com recomendações personalizadas por algoritmos ou visualizar apenas publicações de amigos e criadores que decidiram seguir.

  • Informar os usuários sobre o funcionamento do feed.
  • Permitir a desativação das recomendações algorítmicas.
  • Oferecer um feed baseado nas contas escolhidas pelo usuário.
  • Documentar medidas para reduzir riscos aos usuários.
  • Cumprir as regras sob pena de multas.
  • Regulação da IA pode definir se Brasil será produtor ou consumidor de tecnologia.
  • China endurece regras para combater abusos no uso da IA.

Chamada de “My Feed, My Way”, a proposta obriga as redes sociais a oferecer uma alternativa ao feed baseado em recomendações algorítmicas.

O usuário poderá manter a experiência atual, recebendo conteúdos selecionados automaticamente de acordo com seus interesses e comportamento. Também terá a opção de desligar esse sistema e acompanhar somente as publicações das contas que escolheu seguir.

A iniciativa segue uma direção semelhante à adotada pela União Europeia. Desde 2024, o Digital Services Act determina que as plataformas ofereçam aos usuários a possibilidade de desativar o perfilamento.

A discussão acontece enquanto redes sociais enfrentam críticas sobre a maneira como seus algoritmos selecionam conteúdos. Uma das preocupações é que as recomendações estimulem um uso prolongado das plataformas, conduzindo as pessoas de uma publicação para outra com base no que já despertou seu interesse.

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese defendeu a proposta e disse que ela também servirá para pressionar as empresas de tecnologia a cumprir a legislação.

As empresas também terão de registrar as medidas tomadas para enfrentar riscos identificados aos usuários e acompanhar se essas ações continuam funcionando.

Entre as principais exigências estão.

A fiscalização ficará nas mãos da eSafety, autoridade australiana responsável pela segurança na internet. O órgão também poderá exigir que grandes plataformas removam rapidamente conteúdos prejudiciais, relacionados à nudez ou ilegais.

A proposta já preocupa defensores da liberdade de expressão, que temem que os novos poderes acabem sendo usados para ampliar a censura.

O governo ainda pretende ouvir plataformas digitais, entidades do setor, organizações da sociedade civil e grupos de defesa antes de apresentar o projeto ao Parlamento, o que deve ocorrer ainda este ano.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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