Com o avanço, a AMD se tornou a quarta fabricante americana de chips a integrar o grupo de empresas com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, depois de Nvidia, Broadcom e Micron.
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A empresa, sediada em Santa Clara, na Califórnia, é considerada a principal concorrente da Nvidia no mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), chips usados para executar tarefas de inteligência artificial.
A AMD também ampliou sua atuação no setor. Além de vender chips individualmente, a empresa passou a oferecer sistemas completos que combinam processadores, equipamentos de rede e outros componentes, em uma estratégia para disputar espaço com os produtos da Nvidia.
A companhia também se beneficia da demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), usadas em conjunto com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial.
Esse movimento ajudou a AMD a ganhar participação de mercado da Intel.
A valorização da AMD ganhou força nas últimas semanas. Desde o início de setembro, quando a empresa divulgou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas abaixo das expectativas mais elevadas dos investidores, as ações acumulam alta de mais de 26%.
O movimento também acompanhou uma alta generalizada entre empresas do setor. As ações da Intel subiram cerca de 11% nesta segunda-feira, enquanto as da Qualcomm avançaram 4,1%.
O índice que reúne empresas de semicondutores nos Estados Unidos subiu 2,6%, atingindo o maior nível em um mês.
Empresa fechou parceria com governo dos EUA.
Segundo o comunicado da época, os equipamentos serão usados em pesquisas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional, informaram à Reuters o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su.
As máquinas podem acelerar descobertas científicas nas principais áreas de interesse dos EUA.
Segundo o secretário de Energia, os supercomputadores devem impulsionar avanços em energia nuclear e de fusão, em tecnologias de defesa e no desenvolvimento de novos medicamentos.
A fusão nuclear, reação que ocorre no Sol, é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir o processo na Terra ao colidir átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão extremos.
Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra", disse Wright à Reuters.
Segundo ele, a inteligência artificial desses sistemas deve acelerar o progresso da pesquisa e pode levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos.
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