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Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Agentes de IA prometem trabalhar por você, mas são motivo de insônia

Fundadores de startups relatam jornadas de 18 horas e sono irregular por causa dos agentes de IA. O paradoxo: quanto mais IA, mais trabalho

3 min de leitura
Tecnologia — imagem padrão

Aditya Sharma foi dormir às 6h da manhã depois de uma noite inteira supervisionando seus agentes de IA, sistemas que planejam e executam tarefas complexas como coletar dados e escrever código.

Ele tem 27 anos, fundou uma startup de software para equipes de TI em San Francisco e, nas últimas semanas, abriu mão de um horário regular de sono.

A lógica parece contra-intuitiva: quanto mais tarefas os agentes assumem, mais os fundadores trabalham. Mas é exatamente isso que um grupo de empreendedores relatou ao WSJ.

Peter Pezaris, 56 anos, prometeu à esposa que se aposentaria este ano após mais de 30 anos na indústria de tecnologia e quatro saídas bem-sucedidas. Quatro meses atrás, lançou sua quinta startup para aproveitar o boom da IA.

Ele estima que a empresa opera 30 vezes mais rápido do que operaria sem agentes – mas isso significa mais clientes, mais demandas e mais horas.

Pezaris trabalha tipicamente das 7h30 às 2h da manhã. “Cada minuto que não estou trabalhando, estou perdendo o equivalente a uma semana de trabalho”, disse.

Ajay Kalia, 43 anos, fundador de startup em Boston, começou a controlar seus agentes pelo Apple Watch, o que provou ser uma bênção e uma maldição. O relógio vibra a cada 10 minutos com uma nova solicitação de algum agente.

Kalia inicia a maioria dos dias às 5h30 ou 6h e encerra por volta das 21h ou 22h. A cada poucos meses, precisa recalibrar todo o trabalho em torno das capacidades em rápida evolução dos modelos.

Abby Grills, 33 anos, cofundadora de uma plataforma de coleta de dados em San Francisco, trabalha com apenas mais um sócio – e os dois planejam contratar, mas sempre descobrem que conseguem resolver mais uma tarefa com agentes.

Grills trabalha cerca de 10 horas por dia e tira um dia de folga nos fins de semana. Ela viu de perto os efeitos do excesso durante um programa de aceleração em 2024, quando um colega foi hospitalizado por não comer alimentos sólidos.

Ela tenta manter algum equilíbrio – mas admite: “Estou exausta o tempo todo.”.

Kalia disse que ninguém em sua rede de fundadores considerou tirar férias ou expressou preocupação com esgotamento – embora muitos pareçam estar na beira do limite.

Sharma, que ganhou peso nos últimos meses, admite que tem dificuldade de estar presente com outras pessoas fora do trabalho por causa dos agentes.

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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