Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por cárcere privado, tortura e crimes sexuais cometidos em clínicas clandestinas de Montes Claros.
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Desrespeito à dignidade humana erá pratica comum em clínicas clandestinas.
Segundo informações divulgadas pelo MPMG, o grupo tem ligação com a Clínica Assistencial Fortalecer e com o Instituto Feminino Fortalecer, uma rede de clínicas clandestinas de internação que funcionava na cidade.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A Inter TV tentou contato com o advogado do responsável pelos locais, mas ele disse que estava em audiência e que responderia posteriormente. O defensor não havia enviado o posicionamento até a última atualização desta reportagem.
Entre os denunciados estão o proprietário das unidades, apontado como líder do grupo, e funcionários que atuavam na coordenação, acompanhamento e vigilâncias dos internos.
O MPMG afirmou ainda que parte das vítimas era levada para internação compulsória, por meio de decisões judiciais, com despesas pagas pelos municípios.
O MPMG disse ainda que as vítimas não tinham acompanhamento de equipe técnica nem tratamento.
A denúncia do MPMG apontou ainda que “o proprietário também se valia da privação de liberdade e da autoridade sobre as internas para submetê-las a abusos sexuais.
Adolescentes eram levadas a motéis, com a intermediação de integrantes do grupo, sob a promessa de liberação antecipada”.
O MPMG esclareceu que a apuração do caso teve início em 2024. Durante o processo de investigação, as vítimas chegaram a mudar seus relatos após serem ameaçadas e por medo de represálias.
As investigações demonstraram, conforme o MPMG, que o grupo conseguia se antecipar às fiscalizações.
O trabalho investigativo contou com a participação de seis promotorias de Justiça, do Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Civil de Minas Gerais, da Vigilância Sanitária e de conselhos tutelares.
O MPMG destacou que requisitou a abertura de novos inquéritos para apurar agressões a outras vítimas, novos abusos sexuais, mortes ocorridas nas unidades, ameaças com arma de fogo e a participação de outras pessoas no grupo.
Pessoas que passaram pelas clínicas ou seus familiares podem entrar em contato com as autoridades por meio das unidades da Polícia Civil e do Ministério Público ou pelo Disque 100.
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