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Saúde

Por que é fundamental impedir que a diferença seja entendida como menor valor

O psiquiatra Bernardo Rahe alerta para o impacto neurológico sofrido pelas minorias vítimas da exposição contínua ao estresse.

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Por que é fundamental impedir que a diferença seja entendida como menor valor

Hoje é um bom dia para se pensar em diversidade e acolhimento, dois pilares de uma sociedade democrática. Esse foi o pano de fundo da palestra do psiquiatra e psicoterapeuta Bernardo Rahe no Neuro 2026.

  • Estigma: associação a estereótipos e à rotulação dos indivíduos.
  • Discriminação: leva ao tratamento desigual.
  • Bullying: provoca vitimização recorrente.
  • Rejeição: o sentimento de pertencimento é apartado, às vezes suprimido.
  • Barreiras: acesso e participação podem ser dificultados ou até negados.
  • Estressores distais (externos): discriminação, rejeição, violência bullying e barreiras institucionais.
  • Processos proximais (internos e relacionais): expectativa de rejeição, estigma internalizado, ocultação da identidade, hipervigilância.
  • Desfechos associados: ansiedade e depressão, isolamento, exaustão, menor procura por ajuda.
  • Masking (camuflagem): há um custo invisível por trás das tentativas de garantir segurança e aceitação. “Nesse caso, o que ‘aparece’ é uma boa adaptação, ou alta funcionalidade, mas o que pode estar camuflado é o esforço constante e a exaustão, além da ausência de suporte”, ressaltou.
  • Pessoas neurodivergentes: sofrem com barreiras sensoriais, regras implícitas, comunicação não adaptada e infantilização.
  • População LGBTQIA+: lida com a rejeição e a invalidação identitária em um sistema que impõe a cisheteronormatividade – isto é, a cisgeneridade (quando o indivíduo se identifica com o gênero atribuído ao nascer) e a heterossexualidade como as únicas formas naturais e legítimas de existência.

Com uma trajetória dedicada ao atendimento de pessoas transgênero, ele discorreu sobre como a exposição contínua ao estresse gera impactos neurológicos. “Quando a diferença encontra o preconceito, há uma série de experiências negativas”, afirmou, detalhando como elas se manifestam.

O psiquiatra apresentou as consequências do estresse relacionado ao preconceito e como ele interfere na saúde mental.

Rahe chamou a atenção para o fato de que, na população em geral, a prevalência estimada do Transtorno do Espectro Autista (TEA) gira em torno de 1% a 2%. No entanto, entre pessoas atendidas por disforia ou incongruência de gênero, esse percentual é de 11%.

Novamente, contextualizou como a diversidade enfrenta o preconceito.

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