Os baby boomers, geração nascida entre 1946 e 1964 e à qual eu pertenço, podem ser os últimos a encarar a aposentadoria como uma etapa da vida sem trabalhar – e, mesmo assim, sabemos que isso vem se tornando cada vez mais difícil.
- Apenas 21% dos norte-americanos com 50 anos ou mais associam a aposentadoria a uma interrupção total das atividades de trabalho.
- Quase dois terços (65%) dos pré-aposentados avaliam que esta é uma oportunidade de se reinventar.
- 53% concordam que a trajetória rumo à aposentadoria está se tornando mais flexível.
- 60% entendem que se trata de uma transição gradual ao longo do tempo.
Geração X, millennial, babyboomer: entenda o significado dos termos.
A quarta pesquisa da F&G Annuities & Life, uma seguradora norte-americana sexagenária, revela que a Geração X (os nascidos entre 1965 e 1980) já está repensando essa fase porque o dia de pendurar as chuteiras talvez demore.
Intitulada “Retirement reconsidered” (“Aposentadoria revista”), a pesquisa indica que 75% dos que passaram dos 50 estão pensando em adiar a data de aposentadoria.
Seguem alguns dos destaques do levantamento, realizado em agosto com uma amostra de dois mil adultos com mais de 50 anos.
A aposentadoria não é avaliada da mesma forma entre as gerações. Enquanto as faixas etárias mais velhas tendem a enxergá-la como um marco definitivo, 55% da Geração X julgam ser uma transição gradual entre trabalhar e não trabalhar – entre os baby boomers, esse percentual é de 31%.
Além disso, apenas 11% da Geração X se dão nota máxima em preparo financeiro para a aposentadoria, e 52% temem ficar sem dinheiro na velhice – um reflexo das mudanças e da precarização do mercado.
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