A vanilina, aromatizante comum em cigarros eletrônicos, pode interferir em processos ligados ao início da formação de embriões. A conclusão vem de um estudo publicado nessa quarta-feira (12/8) na revista Human Reproduction, com base em experimentos feitos com células-tronco embrionárias humanas.
Essas células têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Em condições normais, dão origem a três grupos celulares que formam órgãos e sistemas.
Nos testes, a exposição à vanilina alterou esse processo.
Os pesquisadores observaram dois efeitos principais. Em concentrações mais altas, a substância levou à morte das células. Em níveis mais baixos, fez com que elas perdessem a capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares e passassem a se desenvolver de forma direcionada, o que pode comprometer etapas iniciais da gestação.
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Limites do estudo e próximos passos.
Os autores destacam que os testes foram feitos em laboratório e não envolvem gestantes. Por isso, não é possível afirmar que o mesmo efeito ocorre no organismo humano.
Ainda assim, os resultados levantam um sinal de atenção sobre a exposição a substâncias presentes em cigarros eletrônicos, especialmente em fases iniciais da gravidez.
Os pesquisadores também apontam que a exposição prolongada não foi avaliada e pode trazer efeitos diferentes. Novos estudos são necessários para entender se e como essas alterações se manifestam fora do ambiente experimental.
Enquanto isso, a equipe defende que informações sobre os componentes dos cigarros eletrônicos sejam mais claras e que o uso seja evitado durante a gestação, sobretudo em casos de dificuldade para engravidar ou histórico de perdas gestacionais.
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Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.