O caso aconteceu em agosto de 2025 e é investigado pela 12ª DP (Copacabana) como parte da atuação de uma quadrilha do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” em turistas.
A vítima contou à polícia que marcou o encontro com um homem que usava o nome de “Ângelo” no aplicativo. Ele apareceu na orla acompanhado de um amigo. Depois de conversarem, eles decidiram comprar caipirinhas de um vendedor ambulante.
Segundo o turista, as bebidas já estavam preparadas quando chegaram. Os homens pegaram seus copos primeiro, e o turista ficou com o que sobrou. Como estava demorando para beber, ouviu de “Ângelo” uma cobrança para que tomasse logo.
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O turista lembra apenas de ter achado a caipirinha muito doce. Depois, apagou.
Ele contou que acredita ter ficado na praia por até 6 horas. Quando voltou a si, já estava próximo do prédio onde estava hospedado e havia perdido os pertences.
Um porteiro ajudou o turista a chegar ao prédio. Um amigo com quem dividia o apartamento estava procurando por ele e, depois de encontrá-lo, o levou para atendimento médico e ao Instituto Médico-Legal (IML).
Um exame toxicológico feito no IML encontrou um ansiolítico na urina da vítima.
Imagens de câmeras de segurança também ajudaram a polícia a reconstruir o que aconteceu naquela noite. Os registros mostram o turista encontrando os homens no calçadão da Avenida Atlântica, caminhando com ele pela orla e, mais tarde, chegando ao prédio onde estava hospedado em aparente estado de inconsciência.
A polícia identificou 3 homens: Marcelo Silveira, Cláudio Rafael Silva de Queiroz de Pontes e Caio da Silva Marcos Alves.
A vítima reconheceu Caio por fotografia e afirmou não ter dúvidas de que ele era o homem que usava o perfil “Ângelo”.
Marcelo foi preso no fim da tarde desta quarta-feira (19), em Comendador Soares, na Baixada Fluminense. Segundo a polícia, ele admitiu ter permitido que Cláudio usasse sua máquina de pagamentos, mas negou participação no golpe e disse desconhecer a origem ilícita do dinheiro.
Cláudio já estava preso desde novembro do ano passado por envolvimento em outro caso relacionado ao golpe. Agora, ele também responderá pelo crime contra o turista de Rondônia.
Caio não foi encontrado nos endereços procurados pelos policiais e segue foragido. Os três foram indiciados por roubo qualificado e associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava pelo menos desde janeiro de 2025 e usava perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair turistas brasileiros e estrangeiros para encontros em praias da Zona Sul.
A investigação aponta que, depois de dopar as vítimas, os golpistas roubavam celulares e outros pertences. Os aparelhos também poderiam ser usados para acessar aplicativos bancários e realizar compras e transferências.
A polícia encontrou outros registros de ocorrências que podem ter relação com o grupo e afirma ter identificado outros integrantes em investigações diferentes.
Imagens publicadas nas redes sociais também mostram integrantes do grupo exibindo bens de luxo, bebidas, eletrônicos e viagens, segundo os investigadores.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.