Durante a reunião, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ressaltou que havia um acordo firmado em maio que não foi cumprido. Falou sobre as contragarantias que o GDF poderia oferecer para fechar o acordo e da importância do BRB.
Frisou ainda a manutenção de empregos públicos que o BRB gera e programas sociais que gerencia.
Ao falar do aumento da Capacidade Pagamento (Capag), no entanto, Celina foi interpelada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que rebateu as afirmações. Celina disse que houve melhora das contas públicas locais e que o GDF alcançou índice A na Capag.
Segundo o ministro da Fazenda, no entanto, a Capag “piorou”.
As discussões continuaram, sempre com a intermediação de Fux. O que ficou decidido, após 2 horas de reunião, é que as negociações continuam. O GDF, o BRB, a União e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) concordaram em manter a mesa de conciliação e seguir negociando o crédito, que segue travado.
da Coluna Manoela Alcântara Clima tenso Durante a reunião, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, tentou rebater as informações do presidente do FGC, Daniel Lima, que afirmou: “Essa é uma operação que a gente chama de ‘fora do nosso esquadro'”.
Lima ressaltou que vem tentando encontrar uma solução para o problema mas que o FGC não é uma instituição financeira. O FGC não faz operação de crédito, faz operação de assistência”, completou.
Nelson tentou rebater a fala do FGC com tom mais ríspido e Fux fez um alerta. “Nós estamos aqui para trazer mensagens positivas. Então, vamos evitar qualquer tipo de confronto, porque isto é uma audiência de mediação“, afirmou Fux.
O GDF afirmou que houve inércia de atuação federal, dois meses após Luiz Fux homologar acordo que previa fiança de bancos e contragarantia do GDF com as cotas dos fundos de participação dos estados e dos municípios.
Em documento encaminhado ao ministro, o GDF disse que o FGC não fez nenhuma sinalização.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu. Disse que o BRB enfrenta um grave problema “de origem criminosa”, gerado pelo GDF com o BRB e que “tem de ser tratado pelos responsáveis”.
Durigan negou haver inércia por parte do ministério, pontuando proatividade desde o início.
O advogado-geral da União substituto, Flavio José Roman, ressaltou que a AGU é contra o aval do governo federal ao empréstimo. “O aval da União significaria que um problema regional, problema local do Distrito Federal, se transformaria em problema nacional”, declarou.
No novo pedido direcionado a Luiz Fux, o governo distrital apontou “intermediação inalcançável” e pediu a dispensa da fiança de bancos, de forma que o contrato seja feito diretamente entre o GDF e o FGC, com aval da União.
Dario Carnevalli Durigan (ministro da Fazenda).
Valdivino de Oliveira (secretário de Economia do DF).
Diana de Almeida Ramos (procuradora-geral do DF).
Marcos Cavalcante (subprocurador-geral do DF).
Nelson Antônio de Souza (presidente do BRB).
Ana Paula Teixeira (diretora de Risco do BRB).
Luiz Henrique Damasceno Moura (advogado da União).
Flávio José Roman (advogado-geral da União substituto).
Pedro Vidal Bastos (secretário-geral de Contencioso).
Luiz Henrique Alcoforado (procurador-geral adjunto fiscal).
David Athayde (secretário adjunto do Tesouro Nacional).
Cristiano Cozer (procurador-geral do Banco Central).
Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos (subprocurador-geral do BC).
Alexandre Bocchetti Nunes (diretor jurídico do Banco do Brasil).
João Vagnes de Moura Silva (diretor de gestão de riscos do BB).
O GDF destacou que cumpre o item que proíbe as nomeações, inclusive decorrentes de concursos já homologados, mesmo que não tenha assinado o contrato ainda. “Tais obrigações são de execução continuada e severamente onerosa, e sua vigência se estende, por força da Cláusula 3.
2, até a quitação integral de operação de crédito que sequer foi contratada. O Distrito Federal suporta, portanto, a integralidade do ônus de um acordo cujo benefício não se realiza.”.
O governo local ainda declarou que está com contas superavitárias e alcançou índice A da Capag. Segundo o GDF, a indefinição por parte do FGC “não encontra amparo no estatuto e afirmou que o crédito é exclusivamente destinado ao BRB, instituição associada ao fundo”.
Já o FGC afirmou que o BRB não apresentou o balanço referente ao ano de 2025 e ao primeiro semestre de 2026, dados essenciais para análise do pedido de empréstimo.
Manoela Alcântara Clima de tensão toma conta de reunião no STF sobre empréstimo ao BRB.
O FGC informou que recebeu, em 31 de julho, o pedido oficial assinado pela governadora Celina Leão (PP), mas que, sem as as informações sobre as demonstrações financeiras, “se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao Banco BRB”.
Ou seja, sem o balanço do BRB, o FGC não consegue avaliar se o valor do empréstimo é suficiente para a continuidade da operação do banco.
O GDF acionou o STF, em maio de 2026, para viabilizar o empréstimo com objetivo de impedir a quebra do BRB. Foram realizadas duas audiências de conciliação até a homologação do acordo.
Passados dois meses, porém, as partes não concluíram a negociação para a assinatura do contrato diante da resistência dos bancos e do FGC, que questionaram a contragarantia oferecida pelo GDF.
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Em números
- Reunião no STF sobre empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB acaba sem acordo
Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.