A mulher recebeu uma herança e usou os recursos devido a promessas de lucros altos. A Polícia Civil também identificou 140 possíveis vítimas da fraude espalhadas pelo Brasil.
Na quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate, contra suspeitos de integrar a organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Dois homens foram presos, um deles do estado de São Paulo e outro no Rio Grande do Sul. Dos 10 alvos da operação, três foram presos e sete seguem foragidos.
O homem, que não teve identidade revelada, foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira. Ele é dono de uma das instituições financeiras investigadas pela polícia.
O suspeito é morador de Balneário Camboriú (SC).
Nós identificamos que ele tinha uma passagem comprada para voltar do Rio de Janeiro para Santa Catarina no dia de hoje. Nós fizemos contato com a Polícia Federal, que então, no momento do embarque, executou a prisão dele", explica o delegado Eibert Moreira.
🚨 A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos.
De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem.
Vítima transferiu patrimônio ao longo de 6 meses.
Mesmo com os avisos de seu corretor oficial, ela decidiu fazer as transferências. O convencimento ocorreu ao longo de seis meses, período em que a vítima migrou todo o seu capital de uma corretora regular para a plataforma fraudulenta.
Segundo o delegado, a vítima tinha histórico de investimentos e perfil considerado agressivo, com preferência por ativos de maior rentabilidade.
Conforme o delegado, além da herança, a vítima perdeu também parte da rentabilidade que já havia acumulado em investimentos anteriores feitos por meio de uma corretora que operava regularmente no mercado financeiro.
O corretor sempre desaconselhava para que ela não fizesse esses aportes tão altos em investimentos tão arriscados, só que aí ela acabou retirando o montante que ela tinha com essa corretora, migrando então os valores para essa plataforma falsa', afirmou o delegado.
Ao todo, 90 ordens judiciais foram cumpridas em três estados. Entre os investigados, segundo a Polícia Civil, estão três donos de instituições financeiras que operam conversão para criptomoeda.
Em números
- Preso por esquema que aplicou golpe contra aposentada movimentou R$ 77 milhões em conta bancária
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.