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Percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas bate recorde em BH

Pesquisa aponta que 65,3% das famílias da capital mineira estavam com contas atrasadas em julho. Entre elas, 31,2% disseram não ter condições de quitar as dívid

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Percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas bate recorde em BH

Número de inadimplentes bate recorde em BH.

Segundo pesquisa analisada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 65,3% das famílias da capital mineira estavam com contas atrasadas em julho.

Além disso, 31,2% declararam não ter condições de quitar essas dívidas, o maior percentual de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2014.

O estudo apontou ainda que, entre as famílias com contas pendentes, 51,2% informaram estar com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. De acordo com a Fecomércio, o indicador demonstra o agravamento da inadimplência em BH.

O cartão de crédito é a principal fonte de endividamento dos consumidores, presente em 96,6% dos casos. Em seguida aparecem os carnês de lojas (33,1%), financiamentos de veículos (9,4%), crédito pessoal (7,9%) e financiamentos habitacionais (6,3%).

A técnica em contabilidade Andreza Bittencourt atrasou o pagamento do cartão de crédito. Ela fez dois empréstimos, mas ainda não conseguiu colocar a vida financeira em ordem.

Eu não estava esperando por situações que passei. Tive que dar prioridade para essas situações em vez de pagar as coisas, e a dívida virou um bolo", disse.

Segundo a Fecomércio, o aumento prolongado da inadimplência tende a restringir o consumo, reduzir o acesso ao crédito e impactar negativamente a atividade econômica local.

A estudante Tabata da Silva contou que, quando tem muita conta para pagar, dá prioridade para o que for "mais importante.

Quando o meu cartão de crédito está alto, eu evito sair para os lugares que eu gosto para me divertir, evito gastar com comida de aplicativo, basicamente. Guardo o dinheiro só para pagar o que for mais importante", falou.

Importância do planejamento financeiro.

Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, destacou que a utilização do crédito não é necessariamente ruim – o problema é quando isso acontece sem o planejamento financeiro adequado.

O endividamento por si só não é ruim, significa que as famílias estão tendo acesso ao crédito e podendo consumir por meio dele. Entretanto, a inadimplência é quando as pessoas não têm condições de quitar seus compromissos financeiros, e aí gera uma série de efeitos negativos para o orçamento familiar", disse.

Segundo ela, é importante que as pessoas tenham consciência do momento financeiro antes de assumirem novos compromissos.

A gente precisa enxergar todas as contas, fazer planilhas ou usar aplicativos, enxergar qual é o momento financeiro da família, identificar quais são os compromissos e os prazos e pagar sempre as dívidas com maiores juros e, depois, as dívidas com juros menores", explicou.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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