Mulher é vítima de feminicídio dentro de supermercado na Zona Norte de SP.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou por feminicídio Lafayete Gonzaga da Silva, homem acusado de matar a ex-companheira a facadas dentro de um supermercado na Zona Norte da capital.
De acordo com a denúncia, o acusado assassinou o cão da ex-companheira com golpes de faca no quintal da residência onde os dois moravam. Em seguida, ainda armado, perseguiu a mulher até um supermercado localizado a poucos metros do imóvel e, diante de clientes e funcionários, desferiu diversos golpes de faca contra a vítima.
Além do feminicídio, a denúncia também inclui o crime de maus-tratos a animal com resultado morte.
Para a Promotoria, o assassinato ocorreu "por razões da condição do sexo feminino", no contexto de violência doméstica e familiar, em razão da relação íntima de afeto e da convivência entre os dois.
O MP também destacou, entre as qualificadoras, a quantidade de golpes desferidos e o fato de a vítima ter sido surpreendida dentro do supermercado, sem possibilidade de defesa.
Câmeras de segurança registraram o momento do crime. As imagens mostram clientes, entre eles crianças, correndo para fugir do ataque (vídeo acima).
Após esfaquear a vítima, Lafayete tentou fugir, mas foi contido por pessoas que estavam no local e encaminhado à delegacia, onde permaneceu preso. Angelita Manoela Rodrigues chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos.
A defesa técnica de Lafayete Gonzaga da Silva, representada pelo escritório da Dra. Sarha Rosenbaum, esclarece que todas as provas necessárias à elucidação dos fatos serão devidamente produzidas no momento processual oportuno, respeitando o devido processo legal e o contraditório.
Neste momento, a atenção da defesa está concentrada na realização da audiência de custódia, ato processual destinado estritamente à análise da legalidade da prisão e à verificação da integridade física do custodiado.
Esse procedimento não antecipa juízo de mérito ou de culpa, servindo para que a autoridade judicial avalie a real necessidade da manutenção da medida restritiva ou a aplicação de medidas cautelares diversas, conforme determina a legislação processual penal.
A defesa de Angelita Manoela Rodrigues, patrocinada pelo escritório da Dra. Mariângela Diaz Brossi, vem a público manifestar-se diante dos fatos que culminaram no falecimento da vítima e esclarecer que acompanha atentamente o desenvolvimento das investigações e das medidas judiciais relacionadas ao caso.
Neste momento, a atuação da defesa está concentrada na busca pelo completo esclarecimento das circunstâncias que envolveram os fatos e o falecimento de Angelita, bem como na preservação e apresentação de todos os elementos de prova que possam contribuir para a adequada reconstrução do ocorrido.
A defesa ressalta que é fundamental que a investigação seja conduzida de maneira independente, técnica, rigorosa e imparcial, com a análise de todas as circunstâncias relevantes e dos elementos probatórios disponíveis, sem antecipação de conclusões quanto à responsabilidade penal de qualquer pessoa.
Ao mesmo tempo, a defesa reafirma que o falecimento da vítima não pode representar o encerramento da busca pela verdade. Angelita merece que as circunstâncias de sua morte sejam integralmente esclarecidas e que, caso as investigações demonstrem a prática de ilícitos, os responsáveis sejam devidamente responsabilizados na forma da lei.
A defesa confia na atuação das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para que todas as linhas de investigação pertinentes sejam devidamente examinadas, inclusive aquelas relacionadas às circunstâncias anteriores, concomitantes e posteriores aos fatos que resultaram no falecimento da vítima.
Ressalta-se, ainda, que a defesa adotará todas as providências jurídicas necessárias para preservar a memória, a dignidade e os direitos da vítima, bem como para assegurar que as provas relevantes sejam devidamente consideradas no curso da investigação e do processo judicial.
Neste momento, por respeito à memória de Angelita e à própria regularidade das investigações, a defesa entende ser prudente não antecipar informações ou conclusões que deverão ser formalmente apresentadas às autoridades competentes e submetidas à análise judicial.
A defesa reitera sua confiança nas instituições e permanecerá atuando de forma firme e responsável para que a verdade dos fatos seja esclarecida e a Justiça seja efetivamente alcançada.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.