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Homem é morto a tiros pelo vizinho após filho dizer que foi chamado de 'noia' em SP; jovem também foi alvo

Caso aconteceu no Jardim Caguassu, na região do Aricanduva, Zona Leste da capital. Segundo a polícia, Paulo Sérgio Gomes de Oliveira, de 56 anos, atirou contra

6 min de leitura
Homem é morto a tiros pelo vizinho após filho dizer que foi chamado de 'noia' em SP; jovem também foi alvo

Homem mata vizinho a tiros durante discussão no Aricanduva, na zona leste da capital.

Uma discussão entre vizinhos terminou com um homem assassinado a tiros na tarde de quarta-feira (19), na região do Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. O atirador também disparou contra o filho da vítima, de 18 anos, segundo a polícia.

O crime aconteceu na Praça Coronel Antônio Pest­scher, entre as ruas Bonifácio Gomes de Siqueira e Marechal Marques Pôrto, no Jardim Caguassu.

A vítima foi Leonardo dos Santos Almeida, de 57 anos, conhecido na vizinhança como "Pico". Ele era dono de uma oficina mecânica no local, onde também morava com a mulher e os filhos.

A casa da família fica nos fundos da oficina.

Segundo a polícia, o autor dos disparos foi Paulo Sérgio Gomes de Oliveira, de 56 anos. Até a tarde desta quinta-feira (20) ele seguia foragido.

De acordo com o boletim de ocorrência, Lucas, filho de Leonardo, estava na oficina trabalhando quando Paulo Sérgio passou pelo local e o ofendeu.

Ainda abalado, Lucas contou que Paulo Sérgio já tinha sido cliente da família e que a discussão começou depois que ele foi chamado de "noia.

Ele me xingou. E eu... a gente acabou indo tirar satisfação. Mas não deu nem tempo nem de conversar. Ele sacou e atirou", contou Lucas.

Questionado sobre o que Paulo Sérgio havia dito, Lucas respondeu: "Passou aqui me encarando, me xingou de noia, do nada, e me chamou de noia e foi pra casa. Aí a gente foi chamar ele lá.

Quando Leonardo chegou à oficina, pai e filho foram até a casa de Paulo Sérgio para tirar satisfação. Câmeras de segurança da rua registraram a discussão entre eles (veja acima).

Leonardo: "Você chamou o meu filho de nóia? Eu vou te quebrar, mano. Na madeira, na madeira eu vou te quebrar. Na madeira eu vou te quebrar."Paulo Sérgio: "Não quebra nada."Leonardo: "Não quebro?"Paulo Sérgio: "Só história.

Em seguida, Lucas alerta o pai de que Paulo Sérgio estaria armado.

Lucas: "Pai! Tá armado, pai."Leonardo: "Tá armado?"Lucas: "Tá armado."Leonardo: "Melhor ainda."Lucas: "Tá armado."Leonardo: "Melhor ainda.

Na sequência, Lucas diz: "Você me chamou de nóia, 'jhow'. Toda hora fica passando na minha casa me chamando de nóia." Paulo Sérgio volta a insultar Lucas durante a discussão.

Lucas: "Tá armado. Acabou de colocar a arma na cintura, aqui atrás."Paulo Sérgio: "Vê aí se eu tô armado."Lucas: "Tá de brincadeira, rapaz?"Paulo Sérgio: "Você é noia, rapaz."Lucas: "Eu sou noia por quê.

Você fica medindo rodinha?"Paulo Sérgio: "Você só fica zoando aí, rapaz."Lucas: "Zoando o quê? Você já me viu na rua?"Paulo Sérgio: "Você já viu o meu filho em alguma biqueira.

Seu arromb*** do car***. Seu arromb***. Seu c* de bu***. Eu vou f***** a sua vida, agora, seu c* de bu***."Lucas: "F*** nada."Paulo Sérgio: "Eu vou. Saca essa po*** aí pra mim."Lucas: "Ó aqui, ó!"Paulo Sérgio: "É.

De dentro de casa, Paulo Sérgio atira pela primeira vez. Nas imagens, pai e filho aparecem assustados logo depois do disparo. Lucas pergunta se Leonardo havia sido atingido.

Leonardo: "Tomar no c*, rapaz."Lucas: "Sai, pai! Sai, pai! Sai, pai!"Leonardo: "Espera aí, Hélio, mano! Deixa eu ligar pra polícia, mano."Lucas: "Ele atirou em você, mano.

Lucas então corre na direção da oficina, enquanto o pai parece digitar algo no celular. Pouco depois, o jovem reaparece segurando algo nas mãos. Com gritos ao fundo, Paulo Sérgio abre o portão da garagem e surge com a arma em uma das mãos.

Sem camisa, usando apenas bermuda e chinelo, Paulo Sérgio vai na direção da família e diz: "Não foge, não.

Uma mulher também aparece nas imagens pedindo para que ele pare. Ao chegar à esquina, Paulo Sérgio aponta a arma na direção de Leonardo e Lucas e atira novamente.

Depois de fazer mais disparos, Paulo Sérgio foge. Um segundo vídeo mostra o suspeito descendo a rua, e é este o último registro dele.

Parece que perdi alguém da família', diz vizinha.

Berenice Gomes, auxiliar de limpeza, é vizinha da oficina e era amiga de Leonardo. Ela contou que os dois tinham contato diário e que ele a ajudava.

Ele me ajudou muito. Acordava de manhã, saía, pegava as crianças dele, levava pra escola. O filho dele trabalha com ele. Fazia 18 anos. Acho que ia ser o último ano de escola do menino.

Ele pegava o menino, levava de manhã pra escola. Quando o menino chegava, ficava trabalhando o dia inteiro. De domingo a domingo, viu? Ele e o filho. Dava oito horas da noite, oito e meia, ele já tava na casa dele, dormindo", contou Berenice.

Segundo ela, Lucas era um jovem que não costumava se envolver em confusão.

O menino é... um menino muito educado. O que você precisar dele... assim, igualzinho. Muito educado. Eu falava pra ele 'olha, você tá de parabéns com esse filho seu, porque é um menino que você não vê no meio de bagunça, no meio de turma, né.

O menino só vive trabalhando. Escola, trabalhar e... acho que ele fazia algum exercício, né.

Ainda sem acreditar no que aconteceu, Berenice disse que a morte de Leonardo foi como perder alguém da própria família.

Parece que... é alguém da família, né? Porque você tá vendo a pessoa ali, conversa com a pessoa ali. É de domingo a domingo, a pessoa tá aqui, conversando com você, trabalhando.

Bem na porta. Você vê a pessoa e, de repente, você vê, em frente a sua porta, que a pessoa morreu ali. E o menino não morreu por Deus, viu.

Arma, celular e caminhonete foram apreendidos.

O caso foi registrado na Delegacia de Teotônio Vilela como homicídio consumado e homicídio tentado, já que Paulo Sérgio também atirou contra Lucas, de 18 anos.

A arma que, segundo a polícia, foi usada por Paulo Sérgio no crime tinha a numeração raspada e foi apreendida. O revólver calibre 38 foi encontrado em uma rua próxima por um pedestre, que o entregou à Polícia Militar.

Também foram apreendidos o celular e a caminhonete de Paulo Sérgio. Sem conseguir esconder a emoção, Lucas resumiu o que sentia após a morte do pai: "Não sei nem o que dizer.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

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