Começou nesta quarta-feira (19), em Belo Horizonte, o julgamento de Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari, acusado de matar a esposa, Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, de 35 anos, a facadas.
O crime aconteceu em abril de 2025, na Vila Marçola, na Região Centro-Sul da capital. Segundo o Ministério Público, a vítima estava grávida de três meses quando foi assassinada (relembre o caso mais abaixo).
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Michael matou Bruna durante uma discussão relacionada, principalmente, a questões financeiras.
O processo aponta que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar e durante a gestação da vítima. O Ministério Público também sustenta que houve motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da mulher.
Ainda de acordo com a denúncia, Michael e Bruna mantinham um relacionamento havia cerca de um ano e haviam se casado em janeiro de 2025. Na ocasião do crime, ela estava grávida.
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Segundo a acusação, no dia 15 de abril de 2025, Michael deu várias facadas em Bruna dentro da casa onde moravam. A denúncia afirma que a vítima foi atingida inicialmente nas costas e, depois, na região do peito.
O laudo de necropsia apontou ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo costas, região do peito, pescoço, nuca, braços e mão. As lesões provocaram a morte.
Na época, policiais da Rotam foram chamados para atender a ocorrência. Ao chegarem à residência, encontraram Michael sentado no sofá, com as roupas sujas de sangue, e Bruna caída no chão do quarto.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou a morte da mulher no local.
Segundo a Polícia Militar, o homem confessou o crime e disse que havia discutido com a esposa durante a madrugada. A faca apontada como usada no assassinato foi apreendida.
Para o Ministério Público, Michael agiu com a intenção de matar a esposa por razões relacionadas à condição de mulher e em um contexto de violência doméstica e familiar.
A denúncia também sustenta que as agressões foram praticadas de forma reiterada e violenta, causando sofrimento à vítima, e que ela teria sido surpreendida pelas facadas, o que teria dificultado sua defesa.
O réu responde por feminicídio, com qualificadoras relacionadas à violência doméstica e familiar, à gestação da vítima, ao meio cruel e ao recurso que dificultou a defesa.
O g1 tenta contato com a defesa do acusado.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.