O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, prometeu a volta do funcionamento ininterrupto das câmeras corporais usadas pela Polícia Militar. O ex-ministro da Fazenda participou da sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.
🔎 Após acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio do ano passado, o modelo de operação dos equipamentos mudou. O sistema usado atualmente não prevê gravação contínua.
As câmeras podem ser acionadas de forma manual pelo policial durante uma ocorrência ou remotamente pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
O modelo é alvo de críticas de organizações sociais e entidades de direitos humanos. Segundo as críticas, a ausência da gravação contínua pode fazer com que uma ocorrência que deveria ser registrada não seja filmada, caso o acionamento não ocorra.
Durante a sabatina, o petista também criticou a política de segurança pública da gestão do adversário na corrida eleitoral. Haddad afirmou que a letalidade policial aumentou durante o governo Tarcísio e criticou a falta de investimentos em inteligência, tecnologia e análise de dados.
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Veja o que muda no uso de câmeras corporais por policiais militares após acordo no STF.
Haddad também afirmou que menos de 5% dos crimes cometidos em São Paulo chegam à identificação dos autores e à condenação.
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Questionado sobre a possibilidade de retomar o programa De Braços Abertos, política pública de redução de danos criada em 2014, durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo, Haddad afirmou que o consumo de crack não acabou na cidade, mas se espalhou por diferentes regiões.
Haddad citou reportagens que, segundo ele, mostram o consumo de crack “fragmentado” em diferentes regiões da cidade.
O candidato defendeu uma abordagem voltada à saúde para as pessoas que fazem uso da droga e afirmou que é preciso oferecer tratamento, abrigo e caminhos para a reinserção no mercado de trabalho.
Segundo Haddad, a proposta seria dividir as responsabilidades entre estado e municípios. “O governo do estado combate o tráfico e as prefeituras, e não é só na capital, no interior, você também tem mini Cracolândias.
Ele também defendeu que usuários tenham acesso a serviços de saúde, moradia e trabalho.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.