Justiça condena torcedor do Cruzeiro.
Após cinco anos, chegou ao fim, em primeira instância, a sequência de processos relacionados à morte do torcedor do Atlético Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos (relembre o caso mais abaixo).
O último réu julgado pelo ataque a um ônibus com atleticanos, ocorrido em novembro de 2021, foi condenado a 67 anos de prisão por um homicídio consumado e seis tentativas de homicídio, nesta quarta-feira (12).
O g1 conversou com o advogado que representa a família do torcedor atleticano assassinado, Filipe Augusto Barbosa Ferreira e acompanhou todo o processo. Parentes de Matheus preferiram não dar entrevista neste momento.
Filipe informou que para a família, porém, o encerramento dessa etapa não é motivo de comemoração. Foram anos de desgaste e de repetidas exposições à violência sofrida por Matheus.
O advogado afirmou que a condenação representa o encerramento de uma etapa importante, mas ressaltou que a decisão ainda é de primeira instância e pode ser contestada por meio dos recursos previstos em lei.
Começa novo julgamento de acusados de matar torcedor do Atlético em emboscada.
Condenação da Máfia Azul e Cruzeiro.
Segundo a decisão da 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, integrantes da organizada cercaram o coletivo, atacaram os passageiros com pedaços de pau e barras de ferro e lançaram foguetes contra o veículo, que foi incendiado.
O ataque aconteceu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. Um ônibus que transportava torcedores atleticanos foi cercado e atacado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.
Segundo as investigações, o grupo suspeito teria usado paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov durante a ação.
O veículo, que fazia a linha 6350, ficou destruído após o ataque. Entre os passageiros estavam integrantes da torcida organizada Galoucura, além de outros torcedores.
Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, ficou gravemente ferido e morreu dois dias depois. Outras pessoas ficaram feridas.
Dias depois, familiares e amigos se reuniram para o velório e o sepultamento do jovem, marcado por momentos de dor e indignação. Torcedores prestaram homenagens e cobraram punição aos responsáveis pelo ataque.
Matheus foi sepultado no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.
A investigação apontou integrantes da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, como suspeitos. O Ministério Público denunciou os envolvidos por crimes como homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa.
Os réus passaram por julgamentos anteriores, mas as condenações foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu irregularidades processuais.
Por isso, um novo Tribunal do Júri foi marcado.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.