O governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição pelo Republicanos em São Paulo, confirmou nesta quinta-feira (20) que pretende retirar a Linha 17-Ouro do contrato de concessão da Motiva/ViaMobilidade e manter a operação do monotrilho sob responsabilidade do Metrô.
Atualmente, a Linha 17-Ouro já é operada pelo Metrô de São Paulo, que também concluiu as obras do primeiro trecho do monotrilho. A linha, no entanto, faz parte do contrato de concessão da Linha 5-Lilás à iniciativa privada.
A proposta de Tarcísio é rever essa parte do contrato e retirar definitivamente a Linha 17 da concessão da Motiva.
Durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor, o governador afirmou que a operação poderia gerar um reequilíbrio econômico-financeiro favorável ao Estado.
Segundo ele, os recursos resultantes dessa mudança seriam usados para ajudar a financiar a extensão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela.
Quando a gente fala da Linha 17, quem está fazendo essa operação hoje? Quem terminou a obra e está fazendo a operação? O Metrô de São Paulo. Aí a gente começa a ver ali uma oportunidade.
O Metrô está operando direitinho, está operando bem. E essa linha já está concedida, faz parte da concessão da Linha 5-Lilás. Se eu retirar isso da Motiva, eu gero um reequilíbrio econômico-financeiro a favor do Estado, porque aquela linha deficitária”, afirmou.
A fala se refere à retirada da Linha 17 do contrato da concessionária, e não à retomada imediata da operação pelo Metrô, que já é responsável atualmente pelo funcionamento do monotrilho.
Segundo Tarcísio, por se tratar de uma linha deficitária, a retirada da operação do contrato de concessão geraria um excedente de valor a favor do Estado. Ele afirmou que pretende direcionar esse recurso para a expansão da Linha 5-Lilás.
Na sabatina, Tarcísio de Freitas reconheceu que as mortes por intervenção policial no estado continuam em patamar elevado e aumentaram durante sua gestão.
Ao comentar o tema, porém, afirmou que o governo busca aprimorar os procedimentos policiais para evitar mortes desnecessárias, sem colocar os agentes em risco.
Em 2025, São Paulo registrou o maior número de mortes em ações policiais desde o início da série histórica, em 2019, monitorada pela Rede de Observatórios da Segurança.
Foram 834 vítimas, alta de 2,7% em relação a 2024, segundo o relatório Pele Alvo, divulgado em 1º de julho.
Sobre a crise de insegurança pública no estado, o governador candidato à reeleição defendeu a queda de número de crimes na sua gestão e disse que as reclamações da população são reflexos da “sensação de segurança, que demora para vir”, disse.
Sobre o aumento dos feminicídios no estado, Tarcísio afirmou que esse é um crime muito difícil de combater porque os agressores de mulheres têm agido cada vez mais em ataques surpresas.
É um crime super difícil de combater. Qual é o anúncio, o aviso que nós tínhamos que aquilo ia acontecer [ataque no supermercado]? Qual o sinal? Nenhum. O que a gente está procurando fazer.
A gente está procurando aumentar os nossos canais de comunicação. A gente está procurando mostrar para as mulheres que a gente está aqui para ampará-las. A gente está do lado delas”, declarou.
Tarcísio também afirmou que pretende criar um banco de dados de agressores de mulheres para, segundo ele, “criar constrangimento para o agressor”.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.