Um turista de Maceió (AL) foi rendido e assaltado por quatro pessoas, na manhã deste sábado (22/8), na galeria conhecida como Buraco do Rato, no Setor Comercial Sul.
Além de roubarem os pertences da vítima, os criminosos exigiram que o homem entregasse as próprias roupas e ficasse nu.
Ao sair da agência bancária, o homem foi abordado por um adolescente, que lhe pediu que pagasse um café para seu avô, que também estava próximo a eles. A vítima, então, disse que pagaria a refeição para os dois.
O homem seguiu o jovem e seu avô até o Buraco do Rato, onde encontraram uma mulher posteriormente identificada como Hilda Ferreira dos Santos, de 57 anos.
O jovem e seu suposto avô saíram do local e deixaram o turista na companhia de Hilda, que o levou até Marcelo Souza Nascimento, 37 anos, conhecido pelo apelido de Majin Boo — referência ao personagem do desenho Dragon Ball.
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Antes de sair de perto da vítima, Hilda ainda teria dito para Marcelo: “Olha o presentão que trouxe para você hoje”.
O criminoso, então, teria se aproximado da vítima, em posse de uma faca, enquanto um segundo homem, ainda não identificado, segurava outra arma branca. De acordo com o relato do turista, os assaltantes exigiram que ele entregasse seus pertences e ameaçaram matá-lo.
Na sequência, um terceiro homem, identificado como Daniel Gomes Vasconcelos, teria enfiado as mãos nos bolsos da vítima e subtraído o aparelho celular, o dinheiro que havia acabado de sacar, além de sua carteira, contendo documentos pessoais e cartões de crédito.
Antes de ir embora, Marcelo ainda teria exigido que o homem tirasse as roupas e ficasse completamente nu, pois as roupas “caberiam nele”.
Enquanto os policiais conduziam o suspeito e a vítima à delegacia, outras equipes continuaram na região do Buraco do Rato em busca dos coautores.
Em sede policial, o turista reconheceu através de quadros fotográficos Marcelo Majin Boo como um dos autores do crime.
A partir das informações colhidas, policiais militares do Gtop 21 e policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia realizaram uma operação conjunta para prender Marcelo e Hilda.
Uma das armas, a vítima reconheceu como a utilizada pelo coautor do crime, que acompanhava Majin Boo, e ainda não foi identificado.
Interrogado, Daniel negou ter participado do crime. Ele alegou que apenas estava usando um casaco que Majin Boo lhe emprestou e, por isso, parte do dinheiro foi localizado com ele.
O suspeito também afirmou que Marcelo exercia liderança no tráfico da região e era faccionado.
Por sua vez, Marcelo exerceu o direito ao silêncio. Conforme apurado, ele possui extensa ficha criminal, com passagens por receptação, roubo e furto, entre outras ocorrências.
Diante dos fatos apresentados, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos suspeitos.
A ação contou com a integração entre equipes do Gtop 21, 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) e 5ª Delegacia de Polícia. Segundo os agentes envolvidos, a atuação conjunta vem apresentando resultados positivos no combate à criminalidade.
Ao longo das operações, as equipes já realizaram diversas apreensões de drogas e armas, além de efetuarem a prisão de vários suspeitos.
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Em números
- DF: turista é roubado após sacar R$ 1.000 e ser obrigado a ficar pelado
Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.