Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Após 4 dias sem água, indígenas protestam em frente à sede da Vale, em Nova Lima

Comunidade de São Joaquim de Bicas cobra abastecimento e realocação do território onde vive; grupo afirma que permanecerá em frente à mineradora até receber uma

2 min de leitura
Após 4 dias sem água, indígenas protestam em frente à sede da Vale, em Nova Lima

Indígenas da Aldeia Katurama, de São Joaquim de Bicas, na Grande BH, protestaram nesta quinta-feira (13) em frente à sede administrativa da Vale, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima.

A comunidade afirma estar há quatro dias sem abastecimento de água e cobra da mineradora a realocação do território onde vive atualmente. Até por volta das 19h, os indígenas permaneciam no local.

Segundo a cacica Célia Ãgohó, a aldeia é formada pelas etnias Pataxó e Pataxó Hã hã hãe. Além da falta de água, os indígenas relatam aumento de doenças entre as crianças e morte de animais.

A comunidade vivia às margens do Rio Paraopeba, contaminado após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019. Em 2021, os indígenas foram para uma área conhecida como Mata do Japonês, cedida pela Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira.

Desde a mudança, segundo os indígenas, a comunidade enfrenta problemas relacionados ao abastecimento de água. Eles defendem a transferência para um território que ofereça condições adequadas de vida.

A comunidade se considera “filha da água” e afirma que o acesso ao recurso é uma das principais reivindicações.

Ainda de acordo com a cacica, até por volta de 19h, os indígenas permaneciam em frente à sede da Vale. Ainda segundo a comunidade, por volta das 18h, representantes dos indígenas e da Vale se reuniam dentro da unidade.

A comunidade não entrou no prédio ou impedir a passagem de pessoas na empresa.

Em nota, a Vale afirmou que “vem cumprindo integralmente os acordos já celebrados com as comunidades indígenas”. A empresa disse também que segue aberta ao diálogo, respeitando os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

A mineradora acrescentou que respeita o direito a manifestações pacíficas, desde que seja garantido o direito de ir e vir das pessoas e de as empresas desempenharem suas atividades.

Médica é agredida por paciente em centro de saúde de BH Mulher cai durante voo de parapente na Grande BH.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Regionais