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À polícia, segurança preso por morte de ciclista em Copacabana confessa crime e diz que pauladas na cabeça

O crime aconteceu no dia 11 de agosto. No primeiro depoimento, Davi mentiu e disse que não participou das agressões, mas depois de ser intimado ele contou a din

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À polícia, segurança preso por morte de ciclista em Copacabana confessa crime e diz que pauladas na cabeça

Em depoimento à polícia, o segurança Davi Santos Machado, preso pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, confessou o crime e disse que, durante as agressões, teve o "ato insano" de dar pauladas na cabeça da vítima.

Ele foi preso na noite desta quinta-feira (20) e transferido para o presídio de Benfica nesta sexta (21). A vítima foi morta ao ser injustamente acusada de um roubo.

Davi Santos Machado se entregou na 53ª DP (Mesquita).

O crime aconteceu no dia 11 de agosto. No primeiro depoimento, Davi mentiu e disse que não participou das agressões, mas depois de ser intimado ele contou a dinâmica do crime.

Segundo Davi, ele não sabia que o homem tinha problemas mentais e questionou de quem era a bicicleta, mas ele não respondeu. Por isso, ele pegou a bicicleta e saiu, mas no caminho encontrou dois entregadores do Ifood e falou sobre a suspeita de roubo.

A partir disso, segundo o depoimento, os três passaram a agredir Cláudio. Davi afirma ainda que diversas pessoas presenciaram a cena e que, em algum momento, alguém gritou para ele bater na cabeça com o cassetete.

Então, Davi diz que "cometeu o ato insano e desferiu vários golpes na cabeça da vítima". Depois, ele saiu do local e não sabe quem socorreu Cláudio.

Até a tarde desta sexta-feira, três homens tinham sido presos por envolvimento na morte.

Em seu depoimento à polícia, o segurança Jorge Ricardo, que não participou das agressões, disse que questionou Davi pelas agressões. Ele afirma ter perguntado.

Veja as agressões que levaram à morte de Cláudio Rafael.

As imagens analisadas pela polícia mostram três homens cercando Cláudio. Dois deles carregavam mochilas de entrega, enquanto o terceiro segurava uma vareta, usada para desferir pelo menos 30 golpes contra a vítima.

O trio também dá chutes e socos em Cláudio, que cai na calçada durante as agressões.

O crime ocorreu na noite de 11 de agosto. Cláudio estava com a bicicleta da irmã e parou em frente a uma loja na esquina das ruas Barata Ribeiro e Belford Roxo, onde desceu e ficou em pé, na calçada.

Pessoas que suspeitaram dele chamaram seguranças da rua. Um deles perguntou o que Cláudio queria com a bicicleta. Sem resposta, um vigia deu uma paulada no braço do ciclista.

Cláudio, então, foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio — a partir desse momento, o episódio é registrado pelas câmeras.

Os homens com as mochilas chegam de bicicleta e interpelam Cláudio. Na sequência, o vigilante com a vareta aparece. As agressões começam, com pauladas.

Cláudio se levanta da escada e tenta escapar, mas é segurado. O trio desfere socos e chutes. Cláudio, que em nenhum momento reage, cai no chão desacordado.

Os agressores ainda vasculham os bolsos do ciclista, e o vigia também tira uma foto da cena. Todos vão embora, deixando Cláudio agonizando.

Bombeiros são acionados e socorrem Cláudio. Ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo informações repassadas à família, a causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna.

Câmeras flagraram linchamento de ciclista em Copacabana.

O porteiro do prédio, Jorge Pires, viu tudo. “As imagens mostram uma violência muito grande. Bateram muito mesmo”, lamentou.

A turismóloga Gabriela Lima disse ter ficado chocada com o barulho das pancadas.

Uma das irmãs de Cláudio, Fabiana Landeiro Hansen, disse que ele estava com uma bicicleta da família. Ela definiu Cláudio como um homem de coração puro, calmo e “quieto, na dele”.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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