A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, classificou como "frágil e absurdo" o seu indiciamento pela PF (Polícia Federal). Nesta quarta-feira (28), a corporação enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório de mais de 700 páginas, no qual acusa o ex-banqueiro de gestão fraudulenta, indução a erro, falsidade em informações ou documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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Segundo defesa do ex-banqueiro, relatório da Polícia Federal que aponta crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro é "ato açodado e afoito.
CompartilharAdicionar CNN Brasil aoEx-banqueiro Daniel Vorcaro em depoimento à Polícia Federal • ReproduçãoA defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, classificou como "frágil e absurdo" o seu indiciamento pela PF (Polícia Federal) e pediu tanto o arquivamento do inquérito quanto a revogação da sua prisão preventiva.
Além de Vorcaro, a PF também indiciou o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, e outras 13 pessoas no inquérito que apura as fraudes entre o Master e o BRB.
A corporação também pediu que o STF prorrogue a investigação por mais 60 dias para concluir perícias e diligências complementares.
Segundo a defesa de Vorcaro, o próprio pedido de prorrogação do prazo seria uma prova de que a PF "antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado.
Alega também que "não há nenhum fato novo" nem prova que sustente o indiciamento.
No mesmo documento em que indicia, a autoridade policial pede ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para prosseguir nas apurações. Reconhece que exames periciais seguem 'em elaboração', que parte do material apreendido não foi analisada e que pessoas relevantes sequer foram ouvidas.
Indicia-se primeiro para investigar depois", diz o texto.
Para os investigadores, foram usados créditos fictícios para sustentar operações bilionárias e manter o fluxo de recursos em direção ao Master. O relatório aponta que o esquema se desenvolveu em frentes interligadas, que incluíam a compra, recompra e substituição de créditos, operações relacionadas aos aumentos de capital do BRB e a tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público de Brasília.
A defesa de Vorcaro alega, entretanto, que o negócio envolvendo as carteiras de da Tirreno não foi concluído.
Continua: “Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo: os números citados no relatório vêm da petição inicial de uma ação indenizatória movida pelo próprio BRB, que é parte interessada, e a própria Polícia Federal reconhece que não teve acesso ao resultado da auditoria sobre os ativos entregues em substituição”.
Sobre o indiciamento por lavagem de dinheiro, a defesa de Vorcaro afirma que não houve rastreamento dos recursos. “Imputa-se a ocultação de valores cujo caminho sequer foi examinado.”.
Alega ainda que as relações entre o BRB e o Master tratam-se de matéria civil e não criminal e que haveria um vazamento seletivo de informações sobre o inquérito, citando um suposto “depoimento esclarecedor” à PF que nunca foi divulgado.
Por fim, pede o arquivamento do inquérito e a suspensão prisão preventiva de Vorcaro para que o ex-banqueiro responda ao inquérito em liberdade.
*Com informações de Fernanda Fonseca.
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