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Política

Trump “some” de propaganda dos republicanos para as Midterms

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O presidente Donald Trump pode até ser onipresente na política americana, mas há um lugar onde você não o encontrará durante as eleições de meio de mandato: protagonizando anúncios de TV republicanos.

Análise da CNN mostra que republicanos gastam menos de 1% em anúncios mencionando o presidente americano, que pediu para que as eleições de meio de mandato girem em torno dele.

Uma nova análise da CNN mostra que Trump desempenha um papel secundário — sendo, muitas vezes, raramente mencionado — na intensa campanha de mensagens republicanas que ocupa cada vez mais os espaços publicitários em algumas das disputas eleitorais mais importantes do ano.

Desde o início de setembro, os democratas têm citado o nome de Trump com muito mais frequência do que os republicanos.

É um contraste marcante em relação ao apelo de Trump para que as eleições de meio de mandato girem em torno dele, ao dizer repetidamente aos seus apoiadores: "Imaginem que meu nome está na cédula.

Assessores republicanos afirmam à CNN acreditar que a melhor chance de o partido manter a maioria no Senado não é promovendo o nome de Trump em anúncios de TV, mas sim definindo a imagem dos candidatos democratas e tentando torná-los inaceitáveis ​​aos olhos dos eleitores.

Com uma ampla maioria dos americanos expressando desaprovação em relação ao desempenho de Trump no cargo — sentimento ainda mais acentuado no que diz respeito à economia e à guerra com o Irã —, o presidente, que enfrenta dificuldades políticas, tornou-se uma figura central na estratégia publicitária democrata para conquistar o controle da Câmara e do Senado.

Os anúncios visam associar diretamente Trump aos candidatos republicanos, sejam eles titulares buscando a reeleição ou desafiantes.

Em Michigan, um "super PAC" democrata afirma em um anúncio sobre o candidato republicano ao Senado: “Mike Rogers: totalmente a favor da guerra, totalmente a favor de Trump”.

Um argumento semelhante está sendo usado no Maine, com um comercial de TV que critica diretamente a senadora republicana do estado: “Susan Collins faz o que é melhor para Trump”.

Após meses de questionamentos sobre se a rede política de Trump investiria de fato nas eleições de meio de mandato, uma ampla coalizão de grupos externos está agora totalmente engajada e abriu as torneiras para um fluxo massivo de recursos.

Mesmo uma enxurrada de gastos de um novo "super PAC" ligado à organização política de Trump — mais de 100 milhões de dólares em compras de espaço publicitário no outono, visando fortalecer republicanos em situação vulnerável — não mencionou o presidente até o momento.

El-Sayed é um alvo central dos ataques republicanos nesta campanha, na disputa contra Rogers — o ex-deputado que concorre novamente ao Senado.

Esse enorme montante de recursos de campanha tem sido alvo de intenso escrutínio por parte dos republicanos, preocupados com a alocação de verbas em um cenário competitivo de eleições de meio de mandato.

Além disso, apesar das declarações ousadas feitas pelo presidente em comícios — incluindo a afirmação frequente de que a economia americana é a "mais aquecida do mundo" —, não se veem tais alegações sendo propagadas em anúncios de TV financiados por seus próprios aliados políticos de maior destaque.

Enquanto a maioria dos presidentes se distancia das eleições de meio de mandato para evitar nacionalizar as disputas, Trump faz o oposto.

Ele está totalmente engajado, mobilizando tanto apoiadores leais quanto críticos ferrenhos.

No entanto, a estratégia publicitária republicana evidencia uma discussão muito mais matizada em curso sobre as melhores chances do partido de minimizar a perspectiva de uma onda democrata em novembro.

Segundo dados da AdImpact, os republicanos veicularam mais de 200 anúncios sobre tributação até agora em setembro, gastando mais de 70 milhões de dólares (aproximadamente 361 milhões de reais) — cerca de dois quintos de seu orçamento publicitário nesse período.

Eliminamos impostos sobre gorjetas e horas extras e reduzimos impostos sobre a Previdência Social", afirma a deputada Ashley Hinson, candidata republicana ao Senado por Iowa, em um de seus anúncios.

Em outra peça publicitária, ela destaca ter trabalhado "com o presidente Trump para enfrentar as seguradoras de saúde" visando à redução de custos, mas também se compromete a trabalhar "em cooperação com o outro partido" para obter resultados.

Os candidatos republicanos buscam mobilizar a base do presidente sem afastar eleitores frustrados com os rumos do país sob controle total republicano em Washington.

É verdade que há alguns republicanos em distritos eleitorais decisivos tentando contrariar a tendência, apostando nos possíveis benefícios de se alinharem ao presidente.

O deputado republicano Mike Lawler, de Nova York — que trava uma das disputas mais acirradas do país para a Câmara contra a democrata Cait Conley —, veiculou um anúncio destacando sua atuação com Trump na lei "One Big Beautiful Bill Act" para aumentar a dedução do imposto estadual e local, uma questão fundamental para os eleitores de seu distrito; o vídeo incluía trechos de Trump elogiando-o em um comício.

Lawler também discursou na convenção republicana para as eleições de meio de mandato, realizada no Texas na semana passada, apesar de vários de seus colegas de distritos disputados terem optado por não comparecer ao evento.

Ele está entre os republicanos que tentam equilibrar-se cuidadosamente entre apoiar o presidente e demonstrar independência.

Farei o que for preciso para realizar o trabalho", disse Lawler no anúncio. "Tive de enfrentar tanto a esquerda quanto a direita.

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