Nos dias tensos do final de 2022, quando o presidente Jair Bolsonaro e alguns generais palacianos tramaram um golpe de Estado, Natasha temeu pelas instituições.
Passou o tempo e soube-se o que aconteceu: as Forças Armadas não acompanharam os golpistas.
Os comandantes militares (salvo o da Marinha) negaram-se a acompanhá-lo. O primeiro, explícito, foi o brigadeiro Carlos Baptista Junior, da Aeronáutica. Ele acaba de publicar o livro "Eu Disse Não - Uma Trincheira Antigolpista.
Numa entrevista à repórter Bela Megale, o brigadeiro disse que, durante a fervura, ele advertiu Bolsonaro: "Presidente, olha aqui o que está acontecendo. Depois de tudo isso, quem vai levar toda essa carga são as Forças Armadas.
Bingo. Pelo comportamento de Bolsonaro, o golpismo estava deslizando para o colo dos militares.
Baptista Júnior reconheceu que essa incerteza teve um preço: "As Forças perderam confiabilidade, talvez seja essa palavra.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.