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STF e tribunais superiores criam gratificação para assessores; custo anual estimado supera R$ 285 milhões

3 min de leitura
STF e tribunais superiores criam gratificação para assessores; custo anual estimado supera R$ 285 milhões

A chamada Gratificação pelo Exercício de Atividades de Alta Complexidade, Técnica e Administrativa (GAACTA) começou a ser instituída em maio pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que atendeu a um pedido de associação de servidores.

A medida também já foi aprovada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), pelo Superior Tribunal Militar (STM) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O TST e o STM foram procurados para detalhar o número de servidores beneficiados e a motivação para a aprovação da medida, mas até a última atualização desta reportagem não responderam aos questionamentos da reportagem.

Após a decisão do STJ, o Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou o pagamento do benefício para servidores da Justiça Federal, incluindo os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) do país.

Nessas cortes, a gratificação liberada é de 15% do vencimento para os servidores que serão beneficiados.

O Supremo adotou outro modelo, e a gratificação pode chegar a até 22,5% para os chefes de gabinetes dos ministros.

Essas verbas ficam livres de impostos — isso ocorre porque a gratificação tem natureza indenizatória, o que impede legalmente que ela seja incorporada ao salário definitivo e a isenta de desconto de imposto de renda e de contribuição previdenciária.

Veja o impacto estimado nos órgãos que já divulgaram dados.

O STF informou que a regulamentação da gratificação é resultado de uma avaliação técnica e orçamentária e segue modelo já adotado por outros tribunais e conselhos superiores.

O Supremo aponta ainda que os servidores beneficiados desempenham atividades e exercem liderança de equipes com alto nível de responsabilidade.

De acordo com o STF, a GAACTA está expressamente submetida ao teto do funcionalismo e não pode compensar ou recompor valores excluídos da remuneração em razão da incidência do teto constitucional.

O TSE disse, em nota, que a gratificação foi instituída “diante do aumento da complexidade das atribuições e das responsabilidades exercidas por esses profissionais”.

Para justificar a medida, o tribunal também apontou dados de crescimento da demanda: o eleitorado brasileiro atingiu a marca histórica de 158,7 milhões de pessoas.

A corte eleitoral enfrentou mais de 462 mil pedidos de registro de candidaturas nas eleições de 2024 e viu a distribuição de processos passar de 1,4 milhão entre 2024 e 2025.

A área técnica de orçamento do TSE (SOF/TSE) deu aval à medida por entender que o custo pode ser absorvido por sobras de despesas planejadas e não realizadas, sem necessidade de recursos extras do Orçamento da União.

Os efeitos financeiros começaram a valer em 1º de agosto de 2026.

No STJ, a nova gratificação começou a valer em 1º de junho de 2026.

O STJ afirmou que a gratificação foi criada para valorizar os servidores que atuam com atividades de alta complexidade nos tribunais superiores e conselhos superiores.

num contexto de congestionamento de processos, defasagem nos vencimentos e redução histórica no quadro com aceleração de aposentadorias.

Ao mesmo tempo em que a distribuição disparou, o quadro de servidores ativos permaneceu praticamente estagnado. O tribunal aponta que a força de trabalho cresceu apenas 95 pessoas em 12 anos, passando de 3.

Em números

  • Tou dados de crescimento da demanda: o eleitorado brasileiro atingiu a marca histórica de 158,7 milhões de pessoas
  • A corte eleitoral enfrentou mais de 462 mil pedidos de registro de candidaturas nas eleições
  • De 2024 e viu a distribuição de processos passar de 1,4 milhão entre 2024 e 2025
  • O tribunal aponta que a força de trabalho cresceu apenas 95 pessoas em 12 anos, passando de 3

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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