Além disso, a campanha petista pede o bloqueio do site B22token, que dá criptomoedas para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto em Flávio, revelado pela Folha, afirmando que constitui abuso do poder econômico.
- Acompanhe a apuração para presidente e o resultado do segundo turno.
- Quem foi eleito? Como justificar sua ausência? Faça perguntas ao chatbot da Folha.
- Veja se sua cidade ou estado votou mais em Lula ou em Flávio Bolsonaro.
- Não votou? Veja prazo e como justificar a ausência.
- Veja os 4 candidatos que quase venceram no 1º turno.
Procurada, a campanha de Flávio afirmou: "Pablo Marçal não integra a estrutura da campanha de Flávio Bolsonaro, é um apoiador político publicamente declarado." Segundo a campanha, "quanto a AIJE protocolada por Lula, ele deveria no mínimo disfarçar a 'cara de pau' já que, somente na noite de ontem, em um intervalo de meia hora, o TSE determinou a retirada de quatro publicações dele, sua esposa Janja, além de seus amiguinhos (deputado) Lindbergh (Farias) e (deputado André) Janones." Anteriormente, a campanha do candidato à Presidência negou ter ligação com o esquema de criptomoedas e disse que entraria com ação judicial para derrubar a página.
Em resposta a questionamento da Folha, Marçal afirmou: "Desespero do PT já ultrapassou o ridículo. Eu fui candidato, sou um brasileiro livre e não devo satisfação pra quadrilha nenhuma.
Não chegou nenhuma notificação sobre postagem por aqui.
Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Marçal anunciou, em 29 de setembro, que estava entrando oficialmente na campanha de Flávio em evento ao lado do candidato, que confirmou.
Segundo os advogados do PT, a campanha de Flávio comete irregularidade, pois não informou ao TSE que o perfil de Marçal se tornou uma conta oficial de campanha.
De acordo com as regras eleitorais, perfis de campanha estão sujeitos a restrições, como vedação a recomendações algorítmicas —algo que não está ocorrendo com a conta de Marçal, que continua sendo recomendada.
A ação afirma que o uso que o ex-candidato à prefeitura tem feito de sua conta configuraria abuso de meios de comunicação. Nos últimos dias, ele postou uma montagem com áudios de uma ligação de 2016 entre Lula e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A montagem induz quem ouve a concluir que Lula não gosta dos evangélicos, com edição que faz parecer que a frase do presidente "é um bando de filha da p..." se refere ao grupo religioso.
As estratégias adotadas e que são combatidas na ação são uma repetição daquilo que Pablo Marçal já fez na eleição 2024: utilização de ampla penetração nas redes sociais para disseminar desinformação e deep fakes", diz o advogado Michel Bertoni Soares, um dos autores da ação.
Desde a sua entrada na campanha, há cerca de uma semana, já foram distribuídas inúmeras representações por propaganda irregular promovida por ele. Sem falar no sistema de recompensas com criptomoedas, que se assemelha ao concurso de cortes da eleição 2024.
A atuação de Pablo Marçal, agora publicamente integrado à campanha, alcançou milhões de pessoas e apresenta potencial concreto de desequilibrar a disputa eleitoral", diz a advogada Maíra Recchia.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…