Segundo a estatal, a decisão reflete a persistência da alta das cotações internacionais do combustível causada pela guerra no Oriente Médio e a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, resultado do conflito entre os 2 países.
É o 4º aumento consecutivo em contexto de alta do preço do Brent e redução do refino na Rússia e na Ucrânia.
Esse é o 4º aumento consecutivo promovido pela companhia. Em outubro, a Petrobras havia reajustado o preço médio do QAV em 11,7%, depois elevar o insumo em 13,9% em setembro e 1,9% em agosto.
Em junho e julho, a estatal havia reduzido os valores em 14,2% e 14,4%, respectivamente.
Os preços cobrados pela Petrobras das distribuidoras são atualizados no 1º dia de cada mês. Desde 1º de março, logo depois do início da guerra no Oriente Médio, o preço médio do QAV já acumula alta de 90%, segundo dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que representa as companhias aéreas.
O aumento do QAV mantém a pressão sobre os custos das aéreas. Antes da guerra, o combustível representava cerca de 30% a 32% das despesas operacionais do setor.
Com a alta do petróleo e do QAV, essa participação já ultrapassou 45%, segundo a Abear.
A alta dos custos também levou as empresas a reduzir a oferta de voos e retirar aeronaves de maior porte de circulação em alguns períodos do ano, como mostrou o Poder360.
Os preços do petróleo e de seus derivados têm sido pressionados desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito provocou restrições à navegação e ataques contra embarcações no golfo Pérsico, sobretudo na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o comércio mundial de petróleo.
Antes da guerra, cerca de 20% da oferta global passava pelo estreito.
Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o QAV acompanha referências do mercado internacional. A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional do combustível, mas o mercado brasileiro é aberto à atuação de outros produtores e importadores.
A Petrobras retomou em setembro um programa que permite às distribuidoras parcelar os reajustes do QAV em 3 parcelas mensais, com o objetivo de reduzir o impacto financeiro imediato dos aumentos.
Leia a íntegra da nota divulgada pela Petrobras neste domingo (1º.nov).
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