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Política

O que Trump pode fazer na Groenlândia após acordo por controle militar?

Tratado permite presença maior do Exército americano e deve manter países fora da Otan afastados; segundo autoridade, quantidade de tropas na ilha não deve ser

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Trump havia ameaçado tomar a Groenlândia à força caso não chegasse a um acordo de seu agrado, em um momento em que nações europeias enviavam tropas para o território e as tensões com países como a Rússia aumentavam.

O acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia funciona como um complemento ao tratado de defesa de 70 anos que autorizou o país a manter tropas na Groenlândia como parte da estratégia de defesa da Otan.

Entre as principais adições estão a proibição de que países que não integrem a Otan instalem forças na Groenlândia, a construção de duas bases americanas e a garantia de acesso militar dos EUA caso o território semiautônomo conquiste a independência da Dinamarca, afirmaram especialistas.

Não acredito que a presença militar será tão grande assim, mas ela amplia nossa presença — que é bastante modesta — na Groenlândia e faz parte de um cenário muito mais amplo de atividades no Ártico e da expansão das operações de todos os envolvidos, inclusive nós e os canadenses", disse Mark Cancian, consultor sênior do CSIS (Departamento de Defesa e Segurança do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais).

As Forças Armadas dos EUA mantêm uma presença reduzida na base militar de Pituffik, na Groenlândia, há décadas. Embora o presidente Trump tenha declarado no dia 18 deste mês que os Estados Unidos começariam "imediatamente" a estabelecer uma "grande presença militar" na ilha, Cancian afirmou que o contingente final pode ser modesto, estimando um acréscimo total inferior a 50 militares.

As restrições do acordo à influência de países que não integram a Otan sobre a Groenlândia — uma das principais mudanças em relação ao tratado anterior — são "claramente voltadas" para a China e a Rússia, acrescentou Cancian.

Trump apresentou o acordo como uma forma de garantir "controle permanente sobre a segurança" do território, depois de ter afirmado anteriormente que os EUA precisavam de controle sobre o país para assegurar sua própria segurança.

O entendimento firmado faz referência ao sistema de defesa antimísseis do "Domo de Ouro", planejado por Trump, embora a implementação desse programa ainda leve anos para ocorrer.

Os EUA e outras nações têm voltado cada vez mais sua atenção para o Ártico à medida que as camadas de gelo diminuem, criando rotas navegáveis ​​que poderão moldar o comércio global.

Ela acrescentou ainda que seriam necessários investimentos significativos em infraestrutura nos dois locais onde os EUA estabelecerão bases — Narsarsuaq e Mestersvig — não apenas para acomodar pessoal, mas também para proteger adequadamente os equipamentos contra as condições ambientais adversas.

Mark Rutte, secretário-geral da Otan, afirmou em uma publicação nas redes sociais que é “ótimo ver o acordo assinado”. “Conhecemos as ameaças que enfrentamos, e uma maior segurança no Ártico e no Atlântico Norte é essencial tanto para a Europa quanto para a América do Norte”, disse Rutte.

https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/domo-de-ouro-entenda-o-sistema-que-trump-quer-construir-na-groenlandia/.

Tratado permite presença maior do Exército americano e deve manter países fora da Otan afastados; segundo autoridade, quantidade de tropas na ilha não deve ser "tão grande" quanto presidente americano afirma.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, assinou um acordo sobre a Groenlândia após meses de ameaças ao território e aliados europeus.

O novo acordo inclui uma garantia de acesso para os EUA caso a Groenlândia se torne independente da Dinamarca — uma questão que vinha gerando atrito há muito tempo sob o acordo anterior, explicou Ferguson.

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