Ir para o conteúdo
Política Revisado por ULTRA AI

MPF cobra Ibama sobre mais 3 poços da Petrobras na Margem Equatorial

Ofício é enviado no mesmo dia em que foi confirmado petróleo na região; Ibama tem 5 dias para prestar esclarecimentos. Leia no Poder360.

3 min de leitura
Política — imagem padrão

## Ofício é enviado no mesmo dia em que foi confirmado petróleo na região; Ibama tem 5 dias para prestar esclarecimentos.

O Ministério Público Federal solicita explicações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no prazo de 5 dias sobre os pedidos da Petrobras para perfurar 3 novos poços exploratórios e realizar outras operações marítimas na Bacia da Foz do Amazonas.

O ofício foi enviado ao Ibama na noite de 2ª feira (17.ago. 2026), mesmo dia em que a Petrobras confirmou a existência de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.

Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se.

O MPF afirma que a liberação de novas perfurações por meio de simples autorização ou alteração de condicionantes pode descumprir normas ambientais e ignorar impactos cumulativos.

O documento, assinado por procuradores que atuam no Pará e no Amapá, argumenta que a decisão sobre os impactos de uma única perfuração exploratória é “substancialmente distinta” da decisão sobre os impactos de múltiplas perfurações.

Outro ponto levantado pelo MPF é o que o órgão considera como falta de transparência e contradição quanto à duração das atividades. De acordo com o ofício, documentos internos mostram que a Petrobras apresentou um cronograma prevendo perfurações de 2025 a 2029.

Porém, segundo o MPF, em reuniões públicas realizadas em novembro de 2022 em Belém e Oiapoque, nas ações de comunicação social e em audiência judicial, a empresa e representantes técnicos do Ibama declararam que a atividade se restringiria a 1 poço e duraria apenas de 5 a 6 meses, sem gerar impactos diretos às comunidades.

O ofício também lembra que, em fevereiro, expediu uma recomendação ao Ibama e à Petrobras, alertando para a obrigatoriedade de análise integrada de todas as perfurações previstas, vedando autorizações por mera anuência sem a devida atualização dos estudos ambientais e cobrando transparência.

O Poder360 procurou o Ibama por meio do e-mail de sua assessoria de imprensa para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do ofício do MPF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Segundo o g1, o Ibama informou na 3ª feira (18.ago), que ainda não havia recebido a “recomendação” do MPF, mas informou que o “licenciamento ambiental para a perfuração marítima do bloco FZA-M-59 prevê 4 poços, sendo 1 principal e 3 contingentes”.

Acrescentou que “a licença de operação para a perfuração do poço principal, denominado Morpho, foi emitida em outubro de 2025. Ainda eram necessárias informações específicas para a avaliação dos demais poços”.

O Ibama afirmou que o processo está em análise “para a conclusão das avaliações técnicas”.

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Política
Veja imagens do acidente que matou 23 no Paraná
Política

Veja imagens do acidente que matou 23 no Paraná

A colisão entre um micro-ônibus da Saúde e uma carreta na BR-373 matou ao menos 23 pessoas nesta 4ª feira (19.ago. 2026), em Imbituva, no Paraná. O veículo seguia em direção a Curitiba no momento do acidente.

Em Política