A medida foi posteriormente suspensa pelo corregedor da Justiça Eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva gerando uma incomum divergência pública entre membros do tribunal.
Segundo analista de Política da CNN Teo Cury, ao CNN Novo Dia, o clima é de incômodo e desconfiança após decisão do presidente da Corte eleitoral.
Segundo o analista, ministros do TSE relatam um mal-estar generalizado após o episódio. "O clima é de incômodo e de desconfiança depois dessa decisão do ministro Kassio Nunes Marques", afirmou Teo Cury, descrevendo o ambiente interno da corte eleitoral.
O caso envolve dois processos paralelos — um judicial e um administrativo —, cada um com previsões regimentais diferentes. Conforme explicou Teo Cury, o processo administrativo não precisa ser submetido ao plenário do TSE, o que faz com que uma decisão tomada nessa via tenha validade por mais tempo.
A avaliação interna no TSE, segundo Teo Cury, é de que houve um atropelo por parte de Kassio Nunes Marques em um momento em que o caso já estava encaminhado sob a relatoria de Ricardo Villas Boas Cueva, que havia concedido prazo para manifestação das partes.
O ministro, presidente do TSE, se antecipa a uma decisão que o colega já iria tomar. Não se sabe, obviamente, qual decisão ele ia tomar, mas é um processo que já estava sob sua relatoria e que já estava encaminhado", explicou o analista.
Internamente, a avaliação é de que o episódio causa insegurança jurídica e aumenta a desconfiança entre os ministros da Corte eleitoral. Ministros do TSE afirmam haver agora um mal-estar no tribunal, com expectativa de que o caso seja julgado e definido o quanto antes.
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