O contraste entre a "grandiosidade política" da família Barbalho e o discurso de simplicidade do adversário, filho de um leiteiro, pesou na eleição de Dr. Daniel (Podemos) no primeiro turno para governador do Pará, segundo o marqueteiro da campanha vencedora, Felipe Pimentel.
A estética e o conteúdo da campanha reforçaram a narrativa de Davi contra Golias, a de que o filho do leiteiro pode ser governador. E também o desejo de mudança da população", disse ao Painel.
Dr. Daniel, que foi prefeito de Ananindeua por duas vezes, obteve 51,36% dos votos válidos, ante 46,53% de Hana Ghassan (MDB), atual governadora e ex-vice de Helder Barbalho.
Helder deixou o cargo para disputar e ser eleito ao Senado.
O debate sobre a qualidade do fornecimento de água no Pará, privatizado pelo governo Helder, também foi um dos fatores decisivos na avaliação do marqueteiro.
O acesso e a qualidade pioraram muito depois da concessão. Isso virou assunto central da campanha e Dr. Daniel prometeu resolver", diz.
Para o marqueteiro, os ataques sofridos por Daniel na corrida eleitoral "retroalimentaram a lógica central da campanha". "Criou-se uma mecânica, um jogo, em que a crítica em si reforçava as 'fraquezas' do adversário", afirma.
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