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Política Revisado por ULTRA AI

Lulinha coloca governo na defensiva

Nove em cada dez mensagens em aplicativos sobre o caso são de ataque

3 min de leitura
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Ao longo da última semana, a divulgação de mensagens entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger, iniciou uma crise que pode ter reflexos nas eleições presidenciais.

Na quarta-feira (19), o presidente Lula recebeu no Palácio da Alvorada o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende seu filho e também coordena a campanha petista em São Paulo.

No dia seguinte, o ministro André Mendonça negou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar as apurações à primeira instância e manteve os inquéritos sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as mensagens que se posicionaram sobre o tema, cerca de 9 em cada 10 foram de ataque. A narrativa mais utilizada, em 44% da discussão, faz uso de argumento moral e liga o filho do presidente ao dinheiro dos aposentados por conta da sua relação com Antonio Carlos Camilo Nunes, o "careca do INSS", ainda que não haja investigação formal contra Fábio Luís nesse caso.

A segunda narrativa, presente em 37% das conversas, é a da blindagem institucional, que interpretou o pedido da PGR como manobra para tirar o caso de André Mendonça.

Há, ainda, uma terceira narrativa que concentra 35% das menções e explora patrimônio e envolve, além de Fábio Luís, ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A esquerda praticamente não entrou nesse debate, procurando não dar palco para o tema. Entre as poucas mensagens, mais da metade apenas reproduziu o parecer da PGR, que não identificou negócio concluído com o governo a partir da atuação atribuída a Fábio Luís.

A outra metade ataca o vazamento de um inquérito sigiloso e levanta suspeitas sobre a atuação de Mendonça.

A enorme repercussão do caso pode não ter efeito nos eleitores de Lula no primeiro turno, principalmente pelo fato de que Fábio Luís já é utilizado em ataques da direita há muitos anos, sempre acusado de corrupção e enriquecimento ilícito.

Portanto, o efeito maior, nesse momento da campanha, é de dominância da pauta, fazendo com que a cobertura jornalística fique sobre o caso e reduza a importância de outros eventos.

Além disso, Fábio Luís também pode ser amplamente utilizado pela oposição para desviar a discussão de temas sensíveis, como o Banco Master, que controlou o debate político até esse momento.

Para Flávio Bolsonaro, o desafio é converter a indignação dos indecisos em votos sem devolver luz ao próprio caso do Banco Master e sua relação com Daniel Vorcaro.

Para Lula, é tentar se afastar do filho num ambiente em que metade das mensagens já não faz essa distinção. Enquanto Fábio Luís for o tema dominante das discussões políticas, os demais candidatos terão dificuldade de superar a polarização, visto que o status quo favorece os líderes nas pesquisas.

Além disso, por se tratar de um caso que pode se desdobrar em novos episódios, a expectativa das pessoas cria o efeito novela, dificultando a mudança de pauta. Uma mudança significativa desse cenário vai exigir bastante criatividade por parte dos marqueteiros.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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