O presidente Lula (PT) relacionou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a escândalos recentes de corrupção no país, como o caso do Banco Master e a farra do INSS, justificou o veto às bets e defendeu a soberania nacional neste sábado (26), em ato na zona leste da capital paulista.
Os ataques mais intensos a Flávio ocorrem a oito dias da votação em um cenário acirrado entre os dois. No último Datafolha, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio no primeiro turno.
No segundo turno, há empate, dentro da margem de erro de dois pontos, com 47% para o petista e 45% para o senador.
Acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), Lula discursou por cerca de meia hora no carro de som após percorrer as vias do bairro.
Lula atacou a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, do Master, e disse que transformou o banqueiro em prisioneiro.
Ele [Vorcaro] deu o maior golpe financeiro na história desse país. Além de corromper com dinheiro, ele corrompeu com orgia. Trazia mulheres da Suíça, mulheres da Suécia, mulheres, sabe, para fazer orgia com políticos aqui no Brasil, com gente muito importante.
Essa gente não tem caráter, não tem moral e não tem ética para querer ser prefeito numa cidade de 2 mil habitantes, muito menos de um Brasil com 217 milhões de habitantes", disse o presidente.
O petista mencionou que o adversário político mantinha um escritório na mesma sala em que Camilo Antunes, o Careca do INSS, e ironizou: "Diziam que o meu filho é quem era sócio do Careca.
Alckmin afirmou que Flávio mentiu 43 vezes sobre o caso Master, desde o elo com Vorcaro até a prestação de contas. Haddad fez coro à crítica, fazendo um trocadilho: "Ele não presta conta, porque ele não presta mesmo.
Esse cara está enrolado em todos os escândalos de corrupção do país. Em todos ele tem algum envolvimento, algum amigo. No INSS, ele tem esse tal de Willer [Tomaz, advogado] que apareceu.
No Master, ele tem o Vorcaro. Na milícia, ele tem o Adriano [da Nóbrega]. Na rachadinha, ele tem o [Fabrício] Queiroz. Ele está sempre enrolado com alguma coisa perigosa, e agora ele quer tomar a Presidência da República", disse Haddad sobre Flávio.
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