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Política Revisado por ULTRA AI

Lula promete resolver segurança sem pirotecnia e pede a Paes para continuar limpeza de interino no RJ

Em comício neste sábado (22), presidente fala em devolver territórios ao povo

5 min de leitura
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Em comício no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (22) que vai tirar bandidos da rua e devolver territórios ao povo do estado sem pirotecnia.

A declaração ocorreu em um comício no estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste, com a presença de apoiadores e aliados políticos, incluindo o candidato a governador e ex-prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ).

A fala veio após Lula dizer que vai criar o Ministério da Segurança Pública, uma promessa de seu plano de governo para um eventual quarto mandato.

Vamos tirar o bandido do território de vocês e devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Pode ficar certo, vamos fazer [isso] sem carnaval, sem pirotecnia", afirmou Lula.

Vamos dizer: a rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é do bandido", acrescentou.

A capital fluminense vive um sábado de grande mobilização eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial, participou de encontro com apoiadores no ginásio Maracanãzinho, na zona norte, a cerca de 40 km de Bangu.

No evento, Flávio afirmou que "o bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado, porque quem tem que andar nas ruas é a população.

Lula aproveitou a ida ao Rio para elogiar novamente o trabalho do governador interino, o desembargador Ricardo Couto.

O petista disse que Paes, caso eleito, terá de continuar a "limpeza" realizada por Couto. O desembargador assumiu o Executivo em março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL), e determinou revisão em contratos.

Queria dar os parabéns ao Ricardo Couto, porque ele está fazendo uma limpeza que você vai ter que continuar quando ganhar as eleições. Isso é coisa sagrada", afirmou.

Paes fez uma defesa da aliança construída com o petista como forma de tirar o Rio de Janeiro do "fundo do poço.

O ex-prefeito afirmou que o crime organizado chegou ao Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense, e disse que, sem o trabalho da Polícia Federal, o seu adversário nas eleições estaduais seria o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, que está preso.

Paes disse que Bacellar era o candidato "deles", citando o nome de Flávio Bolsonaro. "Não estamos mais falando aqui de corrupção normal, de alguém tomando um dinheirinho de uma empreiteira.

Não, não estou minimizando isso. Estamos falando que, com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara", afirmou o candidato.

Ele ainda lembrou sua derrota nas eleições estaduais de 2018, vencidas pela chapa encabeçada por Wilson Witzel e com Castro como vice. Paes atacou Witzel, a quem chamou de "ex-juiz vagabundo e 171.

Eles elegeram o Witzel e o Cláudio Castro, e têm a cara de pau de dizer que vão resolver o problema agora", disse o ex-prefeito, que celebrou a dobradinha com Lula.

Arranco dinheiro desse homem como ninguém", brincou.

Os deputados federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Pedro Paulo (PSD-RJ), que disputam as duas cadeiras do Rio de Janeiro ao Senado nestas eleições, também participaram do evento.

No primeiro levantamento do Datafolha após o início oficial da campanha presidencial, divulgado nesta sexta-feira (21), o petista marcou 39% no primeiro turno, e Flávio, 33%.

Numa segunda rodada, o petista também liderou (47% a 43%).

O estádio Moça Bonita tem capacidade para receber 9. 064 pessoas, conforme o site do Bangu, tradicional clube carioca que é dono do estádio. O público do comício de Lula, contudo, se dividiu entre as arquibancadas e o gramado.

O vermelho e o branco de bandeiras de candidatos do PT se misturaram com as cores de outros partidos que compõem a aliança no Rio.

No início do comício, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), que era vice de Paes até março, disse que a escolha do estádio não foi coincidência e se deve às raízes do Bangu.

O clube foi criado com a participação de operários –classe ligada à trajetória de Lula. Cavaliere foi o primeiro político a discursar no evento e aproveitou a ocasião para elogiar Paes e a parceria com o presidente.

A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, também se manifestou. Ela teve uma fala com foco na defesa dos direitos das mulheres em diferentes áreas, como segurança e trabalho.

Queremos mulheres vivas, mulheres saudáveis em toda a sua amplitude, mulheres livres, com tempo para trabalhar, estudar, descansar, viajar, namorar. E nós sabemos, meu amor, o quanto isso é importante", afirmou Janja, em um trecho direcionado a Lula.

A primeira-dama disse que, em 2022, o eleitorado feminino teve força decisiva para eleger o presidente.

Seremos nós, mulheres, outra vez essa força fundamental para decidir o futuro do nosso Brasil." Ela abriu o seu discurso reclamando do microfone. "De novo, esse som está ruim.

Acho que estão querendo me prejudicar", disse Janja, em tom de brincadeira.

No palco, ela cantou ao lado do pastor evangélico Kleber Lucas, da Soul Igreja Batista, uma música em homenagem ao presidente. A canção tinha trechos como "tapete vermelho para o filho do nordeste" e "Lula, o Brasil te ama de verdade.

Colaborou Ana Gabriela Oliveira Lima, de São Paulo.

Em números

  • Participou de encontro com apoiadores no ginásio Maracanãzinho, na zona norte, a cerca de 40 km de Bangu

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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