O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que passará a fiscalizar o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo.
Segundo Lula, quem não estiver disposto a executar as decisões terá de deixar a gestão.
A declaração foi dada durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.
Em agosto de 2025, durante uma reunião ministerial para fazer um balanço da gestão e projetar as entregas até o fim do mandato, o presidente já havia reclamado que o governo “não tem mais muito tempo” e cobrado que ministros levassem problemas até ele.
A cobrança ocorre agora em um novo contexto político. Lula foi reeleito em outubro e inicia o quarto mandato em janeiro de 2027. O plano apresentado na eleição contém uma série de compromissos para áreas como renda, emprego, impostos, aposentadoria, crédito e moradia.
A fala desta sexta acrescenta um elemento à cobrança que Lula já vinha fazendo sobre a equipe: o presidente afirmou que pretende acompanhar pessoalmente datas e prazos de execução, além do monitoramento feito pela Casa Civil.
O acompanhamento das entregas também permite medir o que efetivamente saiu do papel. Em julho, levantamento do g1 avaliou o andamento das promessas assumidas por Lula na campanha de 2022 e classificou os compromissos entre cumpridos, cumpridos em parte e ainda não cumpridos.
A análise considerou ações realizadas até junho de 2026.
A Casa Civil, comandada pela ministra Miriam Belchior, tem entre suas funções coordenar a execução de políticas públicas entre os ministérios. Ao dizer que será “fiscal”, Lula afirmou que também passará a acompanhar pessoalmente os prazos das medidas aprovadas.
Durante o mesmo discurso, o presidente também abordou outro desafio para o próximo mandato, o equilíbrio das contas públicas.
O presidente defendeu a condução fiscal do governo e afirmou que eventuais medidas de ajuste não vão impor sacrifícios à população mais pobre. “A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta”, declarou.
Lula fez a cobrança durante uma reunião do CNPE, principal órgão de assessoramento da Presidência para políticas na área de energia.
O conselho é presidido pelo Ministério de Minas e Energia e reúne representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino.
O colegiado já serviu em outras ocasiões para definir medidas de impacto amplo. Em agosto de 2024, por exemplo, aprovou a Política Nacional de Transição Energética.
Em junho de 2025, voltou a se reunir com Lula para discutir políticas relacionadas aos combustíveis e à ampliação da mistura de biocombustíveis.
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