O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em conversa com Donald Trump nesta sexta-feira (13) que o país não precisa de uma "classificação" internacional para combater lideranças do crime organizado em território brasileiro.
O governo Lula se manifestou contra a designação, porque avalia que ela pode abrir margem para intervenção norte-americana no país.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula disse ao presidente norte-americano que o Brasil tem instrumentos próprios para combater e prender lideranças de facções criminosas.
O presidente brasileiro reiterou o interesse do país em cooperar com Washington no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo a Secom, o presidente Trump respondeu positivamente e "se dispôs a reforçar a cooperação entre os dois países sobre o tema e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área.
Os dois também conversaram sobre o novo tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos.
Ao longo de 1 hora e 20 minutos de diálogo, descrito pelo Palácio do Planalto como de tom "amistoso e cordial", Lula afirmou que as alegações norte-americanas para a recente imposição de tarifas contra produtos brasileiros são "infundadas.
As novas barreiras comerciais haviam sido determinadas com base em investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O governo norte-americano fundamentou as medidas em tópicos como desmatamento, combate à corrupção, funcionamento do PIX, mercado de etanol e supostas importações de produtos ligados a trabalho forçado.
Esses pontos, conforme o Planalto, foram integralmente rebatidos pelo presidente brasileiro durante o telefonema.
Lula pontuou que as tarifas afetam negativamente a economia de ambos os países e ressaltou que a manutenção das negociações é o melhor caminho bilateral.
Segundo o Planalto, Donald Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltem a se reunir o mais brevemente possível.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.