O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu neste sábado (19) à comunidade global que deixe de usar a guerra como "um instrumento primordial das relações internacionais" e, em vez disso, "restaure o verdadeiro significado e a credibilidade do direito internacional.
Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, instou a comunidade global a "restaurar o verdadeiro significado e a credibilidade do direito internacional.
Ele citou a situação militar de Israel em Gaza como exemplo desse "padrão fracassado", bem como a guerra "ilegal" dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Um padrão no qual a força militar não é mais utilizada como último recurso, mas se transformou em um mecanismo permanente para redesenhar o cenário político e de segurança da região", disse Araqchi durante a maratona anual e virtual de diálogo global que reúne líderes mundiais e grandes pensadores para discutir as principais questões globais.
A agressão é normalizada, a escalada é institucionalizada e a destruição deixa de ser uma consequência da guerra para se tornar um instrumento de promoção de objetivos políticos", afirmou.
Araqchi disse que o desrespeito ao direito internacional por parte de algumas "grandes potências" levou a violações de direitos humanos que se tornaram "inerentes" para algumas nações e um "privilégio condicional" para outras.
Se as instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas, não conseguirem se opor à agressão e responsabilizar os violadores do direito internacional, é natural que a credibilidade e a legitimidade dessas instituições sejam prejudicadas", disse ele.
No entanto, o chanceler iraniano afirmou desejar um "multilateralismo genuíno, eficaz e justo", em vez de abandoná-lo.
Hoje, a comunidade internacional se depara com uma escolha histórica e civilizacional: podemos continuar trilhando esse mesmo caminho — o caminho do militarismo, da intervenção, do confronto e das guerras intermináveis — ou podemos ter a vontade e a coragem de mudar de rumo", disse Araqchi.
Podemos colocar o desenvolvimento novamente no centro das atenções. Podemos priorizar a dignidade humana em detrimento de cálculos de poder. Podemos libertar a justiça do monopólio e da seletividade e, mais uma vez, restaurar o verdadeiro significado e a credibilidade do direito internacional", disse ele.
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