Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendar a tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 no plenário da Casa, senadores governistas já articulam maneiras de acelerar a votação.
Uma delas é apresentar um requerimento de quebra de interstício (intervalo) para pular as sessões de discussão da proposta. Isso porque são necessárias cinco sessões para votar o texto em primeiro turno e mais cinco para votar em segundo turno.
Se todo o prazo regimental for respeitado, o calendário fica apertado e os governistas não dão como certa a aprovação da PEC antes do segundo turno.
Por isso, numa estratégia para fortalecer o presidente Lula (PT) na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), os petistas já pensam em formas de acelerar a votação no Senado.
Nos bastidores, contam inclusive com o apoio do presidente da Casa.
A avaliação do governo é de que mesmo a oposição não conseguirá votar contra a medida, que é popular. Os governistas admitem, no entanto, que o risco é maior, já que os eleitores já terão votado para deputado e senador e os parlamentares não se sentirão pressionados pelas eleições.
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