O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, aceitou nesta 4ª feira (30.set. 2026) o Flamengo como amicus curiae –parte interessada que pode apresentar argumentos e informações ao tribunal– em 3 ações que discutem a regulamentação das bets no Brasil.
Clube entra como amicus curiae em 3 ações relatadas pelo ministro que discutem regras para apostas de quota fixa.
A decisão vale para as ações diretas de inconstitucionalidade 7. 721, 7. 723 e 7. 749, todas sob relatoria de Fux. O despacho tem 4 páginas. Não analisa o mérito das ações nem qualquer pedido para suspender regras do setor, só admite a participação do clube nos processos.
O Flamengo passa a integrar os processos ao lado de diversas entidades já admitidas como amici curiae, como associações de empresas de apostas e de defesa do consumidor, além de Fluminense, Botafogo e Cruzeiro.
A participação do clube se dá em meio à mudança recente nas regras das apostas no país. Na 6ª feira (25.set), o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou a MP 1.
A MP já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar valendo.
O despacho de Fux não suspende a medida provisória nem decide sobre a continuidade das bets. A decisão desta 4ª feira só permite que o Flamengo participe formalmente das discussões nas 3 ADIs.
A ADI 7. 721 foi apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. A ação questiona dispositivos da legislação que regulamentou as apostas de quota fixa.
A ADI 7. 723 foi proposta pelo Solidariedade. Assim como a ADI 7. 721, o processo trata de regras sobre jogos e apostas e tem Fux como relator.
Já a ADI 7. 749 foi apresentada pela Procuradoria Geral da República. O órgão questiona dispositivos das leis 13. 756 de 2018 e 14. 790 de 2023 e atos do Ministério da Fazenda que regulamentam as apostas de quota fixa.
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