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Política

'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes; governo planeja se reunir com clubes para

Objetivo do encontro é calcular os impactos da proibição das apostas no futebol. Sites e aplicativos de bets deverão sair do ar até 6 de outubro.

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'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes; governo planeja se reunir com clubes para

Em meio à reação negativa dos clubes brasileiros a Medida Provisória que proibiu as bets no país, o governo federal planeja uma reunião com representantes dos times para entender as demandas abertas com o corte dos sites de apostas.

A previsão é de que o encontro aconteça na próxima semana.

O encontro está sendo costurado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, que antecipou que o governo pretende ouvir os times e avaliar como pode contribuir para evitar possíveis prejuízos.

Governo Lula anuncia proibição das bets no Brasil a 9 dias das eleições.

Apesar do valor expressivo, Paulo Henrique afirma que "o futebol sempre viveu sem as bets.

Grandes times se posicionaram contra a medida do governo. Numa publicação que gerou críticas da torcida, o Flamengo afirmou que "não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório.

A MP que proíbe sites e aplicativos de quota fixa foi publicada na sexta-feira (25) e estabelece que as empresas devem sair do ar até o dia 6 de outubro. Os apostadores têm até o dia 5 de outubro para resgatar o saldo restante nas plataformas.

O governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer.

Explorar ou operar as chamadas 'apostas de quota fixa', por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.

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