Funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta 2ª feira (21.set. 2026), pela 3ª vez, a proposta do banco para a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho).
- aumento de 6,5% para 9% da folha de pagamento (alta de 2,5 p.p.), a partir de 2027, do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa.
- manutenção do modelo solidário do Saúde Caixa e do pacto intergeracional, que reúne na mesma cobertura empregados da ativa, aposentados e pensionistas.
- retirada da cobrança diferenciada por faixa etária, contemplada em versões anteriores da proposta.
- contribuição do titular do Saúde Caixa de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027, além de novos valores para dependentes.
- pagamento de prêmio extraordinário de R$ 3.000 por empregado, condicionado ao atingimento do IEO (Índice de Eficiência Operacional) de 2026.
- mudanças na Promoção por Mérito, com a retirada do Alcance Caixa dos critérios para obtenção dos deltas.
- avanços em carreira, Super Caixa, pessoas com deficiência, direito à desconexão, licenças, férias e saúde dos trabalhadores.
- manutenção dos direitos previstos no ACT específico e na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) dos bancários.
Mobilização completa 12 dias; categoria decidiu manter a paralisação em assembleias encerradas às 18h desta 2ª feira (21.set).
As assembleias foram encerradas às 18h, com a maioria dos Estados decidindo pela continuidade da greve.
A votação foi feita por plataforma eletrônica. Nos Estados em que os empregados recusaram a oferta, a decisão foi pela manutenção da paralisação.
A mobilização completou 12 dias. Os trabalhadores paralisaram pela 1ª vez em 10 de setembro.
A 3ª proposta apresentada pela Caixa contemplava mudanças em diferentes pontos do ACT. Entre os principais itens estavam.
O ACT da Caixa é um instrumento específico do banco. Ele reconhece a aplicação da CCT dos bancários aos empregados da instituição, com exceção das cláusulas expressamente ressalvadas no próprio texto.
A CCT 2026-2028 foi assinada em 9 de setembro pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e pelas entidades representantes dos bancários. O documento fixa reajustes salariais, pisos, vales e regras de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Por ter condições específicas de trabalho, a Caixa também negocia um ACT próprio, que complementa a CCT com regras da instituição, como as do Saúde Caixa e da PLR específica.
Na prática, a proposta submetida aos empregados reúne as regras gerais da CCT e as condições negociadas com o banco.
A CCT anterior tinha vigência até 31 de agosto. A nova convenção, assinada em setembro, passou a valer até 31 de agosto de 2028. O ACT específico da Caixa também está sendo negociado para o período de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028.
O principal ponto de divergência nas negociações foi o Saúde Caixa. Nas primeiras propostas, a Caixa havia apresentado cobrança diferenciada por faixa etária e alterações nas contribuições dos usuários.
A 3ª versão retirou a cobrança por idade, manteve o modelo solidário e elevou de 6,5% para 9% o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.
Mesmo com as mudanças, os empregados rejeitaram a proposta e a greve segue em curso.
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