O candidato pelo PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (22) no Rio de Janeiro que "o bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado, porque quem tem que andar nas ruas é a população.
Ah, 'o Flávio é radical'. Não gostou? Vota no defensor de bandido", afirmou o senador, que lançou sua candidatura ao Palácio do Planalto se apresentando como um "Bolsonaro mais moderado.
Como mostrou a Folha, Flávio tem reforçado sua identidade como herdeiro político do pai, emulando signos presentes na estética e no discurso do ex-presidente.
A estratégia se intensificou em um contexto de isolamento, diante das dificuldades em atrair partidos do centrão para seu arco de alianças e da série de notícias negativas que atingiram a pré-campanha, como os laços com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
No Rio, onde fez o comício deste sábado, Flávio enfrentou uma sequência de crises que abalaram seu palanque local: o ex-governador Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado após ser alvo de operações da PF; Márcio Canella, inicialmente escalado para a vaga, também foi alvo de busca e apreensão; e o candidato do PL ao governo, Douglas Ruas, foi impedido de assumir interinamente o Palácio Guanabara com a decisão de deixar o desembargador Ricardo Couto no governo.
O ato deste sábado ocorreu no Maracanãzinho, na capital fluminense. A segurança pública concentrou boa parte do discurso. Flávio afirmou que pretende aumentar a punição para roubo de celulares.
Ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia", disse. O candidato também repetiu a promessa de classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.
Ao falar sobre o avanço do crime organizado, o senador citou o uso de drones por traficantes no Rio. "As crianças hoje estão sendo treinadas pelo tráfico para usar drone com bomba", afirmou.
As pessoas estão com medo, construindo muro alto, grade nas casas. Só falta daqui a pouco a gente comprar guarda-chuva blindado para se proteger de bomba.
Flávio também prometeu aprovar a castração química de condenados por estupro. "Nós vamos aprovar a castração química para estupradores de crianças e mulheres. Não gostou, vota no defensor de bandido", afirmou.
Ao tratar de violência contra a mulher, disse que agressores seriam presos imediatamente em seu eventual governo.
Eu estou aqui para resgatar o meu Brasil, para proteger você. Eu não vou abaixar a cabeça para bandido e terrorista. Vocês [bandidos] têm até dezembro deste ano para sair do Brasil", declarou.
O candidato direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato ao governo fluminense Eduardo Paes. "Com Lula e Paes, vocês acham que vão estar seguros com as suas bolsas, celulares?", questionou.
Na área econômica, Flávio disse que pretende criar o programa "Minha Primeira Empresa", sem detalhar durante o discurso como a iniciativa funcionaria.
Ao lado de Ruas, o senador também explorou o nome do candidato ao governo em uma frase dirigida aos apoiadores. "As ruas são nossas e o Ruas vai andar nas ruas", afirmou.
Flávio encerrou parte do discurso colocando a eleição como uma disputa contra o atual governo: "Ou vencemos o PT ou o PT vai acabar com o nosso Brasil.
No primeiro levantamento do Datafolha após o início oficial da campanha presidencial, divulgado nesta sexta-feira (21), Lula (PT) marca 39% e Flávio , 33% no primeiro turno.
Numa segunda rodada, o senador também fica atrás, com 43% frente a 47% do petista.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.