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Política

Flávio cria site “anti-fake news” e projeta salário mínimo pela inflação

Página defende reajuste e rebate críticas sobre programas sociais, jornada de trabalho e Banco Master. Leia no Poder360.

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) divulgou na 5ª feira (8.out. 2026) um site para rebater informações que considera falsas. O site oficial da campanha mantém uma seção de “Combate à Fake News”.

Página defende reajuste e rebate críticas sobre programas sociais, jornada de trabalho e Banco Master.

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A página afirma que o candidato pretende manter a correção do salário mínimo pela inflação, sem garantir aumentos acima da alta dos preços.

A correção apenas pela inflação difere da política de valorização adotada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde 2023. A regra atual considera a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2 anos antes.

O ganho real, quando o reajuste supera a inflação, é limitado a 2,5% ao ano.

O limite segue o arcabouço fiscal, conjunto de regras que controla o crescimento das despesas do governo. A partir de 2020, durante a gestão Jair Bolsonaro (PL), a política de reajuste do salário mínimo passou a considerar apenas a inflação, sem uma política permanente de ganho real.

No site, a campanha afirma que o plano de governo de Flávio não projeta acabar com o salário mínimo e que ele não pretende desvincular o piso da inflação. A declaração, porém, não esclarece se haverá reajustes acima da alta dos preços.

A valorização do salário mínimo é um dos pontos de disputa da campanha. Lula diz que Flávio planeja cortes em programas sociais para reduzir despesas públicas. O senador nega que pretenda diminuir os repasses à população de baixa renda, embora integrantes de sua equipe defendam uma redução expressiva dos gastos do governo.

Sobre os programas sociais, o site afirma que o Bolsa Família e os demais benefícios assistenciais serão mantidos. A página, porém, não esclarece se o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios legais, continuará seguindo a mesma política de valorização do salário mínimo.

Em declaração a jornalistas na 5ª feira (8.out), Flávio disse que manterá o reajuste das aposentadorias acima da inflação e negou que vá desvincular a Previdência e o BPC.

A campanha atribui as informações sobre possíveis cortes a interpretações equivocadas do chamado “Tesouraço”, proposta de redução de despesas públicas.

O site também aborda a proposta de flexibilização da jornada de trabalho defendida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha. Segundo a página, Flávio apoia o pagamento por hora trabalhada, sem retirar direitos como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias e 13º salário.

A campanha afirma que a medida não significa acabar com o salário mínimo.

A página também trata do caso envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), instituição financeira pública controlada pelo governo do Distrito Federal.

O texto afirma que Flávio não usará recursos de aposentados para cobrir prejuízos relacionados ao Master.

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