O rombo fiscal piorou, a situação das contas públicas está pior do que na leitura de dois meses atrás, e o espaço que foi liberado por conta dessas receitas menores foi basicamente ocupado por outras despesas", resumiu o analista.
Reajuste de 15% no Bolsa Família gerou custo adicional de R$ 6 bilhões em 2026 e mais de R$ 20 bilhões para o próximo ano, agravando as contas públicas.
Apesar do cenário adverso, a equipe econômica afirmou que conseguirá cumprir a meta fiscal deste ano, encerrando o período com resultado primário zero. "Nem dando superávit, nem dando prejuízo", explicou Monteiro.
A dívida pública brasileira vai aumentar, porque esse dinheiro não vai para debaixo do tapete, esses gastos não somem só porque não contabilizam para cumprimento de meta", afirmou Monteiro.
Ele acrescentou que a indicação para a condução da política fiscal no Brasil "é muito ruim", uma vez que o déficit projetado para o ano atual é igual ao do ano anterior e maior do que o de 2024.
Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente citados pelo analista, seria necessário um superávit efetivo superior a 2% do PIB para estancar o crescimento da dívida pública.
A gente ainda está muito longe desse cenário se continuarmos jogando com regulamento debaixo do braço", concluiu.
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