A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso por tentativa de golpe de Estado, espera que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques também coloque em julgamento o pedido dele de revisão criminal após as eleições.
Como revelou a Folha, o ministro quer julgar a ação que pede a soltura de Jair Bolsonaro (PL) depois do segundo turno, independentemente do resultado. Nunes Marques também avalia conceder liberdade ao ex-presidente por meio de uma decisão liminar.
Entre os condenados do chamado "núcleo crucial" da trama golpista, apenas Bolsonaro e Torres ingressaram com esse tipo de processo na corte. O ex-presidente apresentou o primeiro pedido de revisão criminal em maio e o segundo no fim de setembro.
Torres fez isso em agosto. Ambos são relatados por Nunes Marques.
O advogado de Torres, Eumar Novacki, diz estar confiante de que o caso também será avaliado pelo Supremo "logo após a eleição". Assim como Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça pede para aguardar o julgamento da revisão em liberdade.
Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e, com a vitória de Lula (PT), voltou a ser secretário de Segurança Pública do Distrito Federal —cargo que ocupava em 8 de Janeiro de 2023, quando houve a invasão e a destruição das sedes dos Três Poderes.
Ele foi condenado a 24 anos de prisão pela minuta golpista localizada na casa dele, por se omitir em 8 de Janeiro e por dar aval às blitzes que dificultaram a votação de eleitores de Lula no segundo turno de 2022.
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