A defesa de Jair Bolsonaro comunicou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que irá retomada as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente, uma vez que o período de suspensão dos encontros termina neste domingo (11).
De acordo com os advogados, os agendamentos de visitas ocorrerão "nos moldes anteriormente fixados, mediante comunicação e agendamento diretamente junto ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar, observadas as condições já estabelecidas e as demais medidas cautelares ainda vigentes.
Advogados apontam que as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai serão retomadas "nos moldes anteriormente fixados, mediante comunicação e agendamento.
A suspensão das visitas foi determinada em 13 de julho, quando Moraes concluiu que o senador havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente.
Na última segunda-feira (5), a defesa do ex-presidente já havia solicitado a Moraes que autorizasse o senador a visitar o pai antes do fim da suspensão. Os advogados ressaltavam que faltam poucos dias para o fim da proibição.
Moraes solicitou posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o pedido. No dia 6 deste mês, Paulo Gonet argumentou que não há fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro nem necessidade de prorrogar a medida.
Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado", diz trecho da manifestação.
No dia 11 de julho, Flávio Bolsonaro leu uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o momento atual é de "deixar as diferenças de lado.
Escrevo em um momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro", diz um trecho do documento.
Dois dias depois, Moraes suspendeu suspendeu por 90 dias as visitas ao pai. Na decisão, Moraes ressaltou que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
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