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Política

Congresso adia novamente instalação da comissão para analisar MP da 'Taxa das Blusinhas'

Editada por Lula em 12 de maio, MP perde a validade caso não seja aprovada até 24 de setembro. Caso isso aconteça, tributação de 20% será retomada.

3 min de leitura
Congresso adia novamente instalação da comissão para analisar MP da 'Taxa das Blusinhas'

Taxa das blusinhas' pode voltar em setembro se medida provisória não for aprovada.

Esse é o segundo adiamento. A previsão inicial era que a instalação ocorresse nesta quarta-feira (12), mas acabou adiada para esta quinta (13). E, agora, novamente desmarcada.

No sistema do Senado, a nova de instalação é 1º de setembro, às 14h30.

Ainda há uma indefinição em torno do nome do deputado que irá presidir o colegiado e o senador que será relator da MP.

A MP foi editada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 de maio e, caso não seja aprovada até 8 de setembro, perde a validade e tributação de 20% é retomada a partir de 9 de setembro.

Esta reportagem está em atualização.

A tramitação da MP estava travada em função do rompimento entre Lula e o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após o senador articular a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do mês de abril.

Os dois retomaram o diálogo na última semana e a instalação da comissão mista é vista como um gesto de Alcolumbre ao governo.

Apesar disso, parlamentares, principalmente os que concorrem à reeleição para Câmara e Senado, também pressionavam pelo avanço da matéria devido ao apelo popular.

A decisão do governo de editar, em maio, uma MP para revogar uma taxa que ele mesmo criou foi interpretada por integrantes do Centrão e da oposição como uma iniciativa de caráter eleitoral.

Em ano eleitoral, a medida transferiu para o Congresso a decisão de manter ou derrubar a cobrança.

A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros, que argumentavam que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor e na redução da atratividade das plataformas internacionais de comércio eletrônico.

Os críticos da “taxa das blusinhas” também apontavam uma diferença de tratamento em relação às compras feitas no exterior.

Por exemplo, turistas que retornam ao Brasil de viagens internacionais podem trazer produtos sem pagar imposto, desde que respeitado o limite da cota de isenção.

Em outra frente, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.

O setor defende a chamada "isonomia tributária", com uma tributação mais equilibrada entre produtos nacionais e importados, sob o argumento de proteger empresas e empregos no país.

A aprovação da cobrança no Congresso exigiu intensa articulação do governo e de representantes do varejo brasileiro.

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