## Acordo revisado eliminará as tarifas chinesas sobre 99,8% das exportações suíças, expandindo a presença econômica de Pequim na Europa em meio às tensões comerciais com a UE.
A China e a Suíça concluíram as negociações para aprimorar seu acordo de livre comércio, um pacto que eliminará as tarifas chinesas sobre quase todas as exportações suíças e consolidará os laços econômicos de Pequim na Europa em meio às crescentes tensões comerciais com a União Europeia.
O pacto atualizado, anunciado na última 5ª feira (20.ago. 2026) em Berna pelo ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e pelo presidente suíço, Guy Parmelin, permitirá que 99,8% dos produtos suíços entrem na China sem impostos.
O acordo corrige um desequilíbrio no tratado original de 2014, que concedia tratamento tarifário zero a quase todas as exportações chinesas para a Suíça, mas aplicava o mesmo benefício a só cerca de metade dos produtos suíços que entravam na China.
A conclusão bem-sucedida das negociações, iniciadas em setembro de 2024, ocorre em um momento em que a China enfrenta um cenário comercial global cada vez mais tenso.
Ao estreitar os laços com a Suíça –um país não membro da UE, intimamente integrado à economia europeia por meio do Espaço Schengen– Pequim sinaliza sua intenção de manter uma forte presença no continente, apesar das disputas tarifárias em curso com Bruxelas.
Parmelin classificou o acordo atualizado como um marco que proporcionará garantias institucionais estáveis, transparentes e previsíveis para as empresas. Ele reiterou o compromisso da Suíça em oferecer um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório para as empresas chinesas que operam dentro de suas fronteiras.
A China representa um mercado crucial para as principais indústrias suíças, incluindo as químicas, farmacêuticas, de instrumentos de precisão e de relógios. O acordo aprimorado não só reduz as tarifas, como também melhora o acesso ao mercado para os investidores suíços.
Segundo um comunicado do Departamento Federal Suíço de Assuntos Econômicos, Educação e Pesquisa, o pacto revisado amplia e fortalece as cláusulas relacionadas a questões ambientais e direitos trabalhistas.
Ele também atualiza as regras de origem, facilitação do comércio, comércio de serviços, comércio digital, concorrência de mercado e cooperação econômica e tecnológica.
O tratado original, assinado em julho de 2013, representou o 1º acordo de livre comércio da China com um país da Europa continental. As 2 nações iniciaram as negociações de atualização, divididas em 5 rodadas, em setembro de 2024.
Ambos os países realizarão agora uma análise jurídica do texto antes de prosseguirem para a assinatura formal. O governo suíço declarou que pretende assinar o acordo até o final de 2026.
Depois disso, será submetido a processos de ratificação interna.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 25 de agosto de 2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.