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Política

Campanha de Lula buscará apoio de líderes regionais do centrão após Flávio Bolsonaro costurar com partidos

Presidente do PT disse já ter conversado com Gilberto Kassab, do PSD, e Marcos Pereira, do Republicanos

2 min de leitura
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O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que conversou com os líderes de partidos do centrão, como PSD e Republicanos, em busca de apoio nestes momentos finais antes do segundo turno das eleições.

Por ora, o PSD declarou neutralidade nestas eleições, o que permite que os integrantes fiquem livres para manifestar apoio a um ou outro candidato sem compromisso partidário.

De acordo com Edinho, na conversa com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o espaço ficou aberto para a busca de líderes regionais.

O Kassab disse a mim que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar. E e é isso que nós vamos fazer", disse.

Eu conversei hoje com o presidente Marcos Pereira. O Republicanos está ainda definindo a posição, mas também estamos dialogando com várias lideranças do Republicanos.

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) costurar alianças com o centrão nesse segundo turno. Cabeça de chapa de Kassab, Ronaldo Caiado, por exemplo, já oficializou apoio a Flávio.

A declaração foi dada após reunião da cúpula do partido e da campanha de Lula, um dia depois de o presidente reunir aliados de todo o país —entre eleitos e derrotados — para tratar dos rumos no segundo turno.

O petista precisará superar Flávio, que saiu com mais de 2 milhões de votos à frente do petista no primeiro turno.

Entre os novos comandos para a equipe está mirar as abstenções (cerca de 30 milhões abriram mão de votar) e investir no medo da perda de programas sociais.

A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.

Além disso, o presidente disse que falará mais às rádios. Ao ouvir sugestões para realização de lives direcionadas ao eleitorado local, Lula disse que não deixará de ter contato com a população nas ruas.

Apesar disso, há a expectativa de que Lula amplie sua presença em redes sociais.

Em números

  • O petista precisará superar Flávio, que saiu com mais de 2 milhões de votos à frente do petista no primeiro turno
  • Entre os novos comandos para a equipe está mirar as abstenções (cerca de 30 milhões abriram mão de votar) e investir no medo da perda

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